Editorial

O MINHA PUBLICAÇÃO é um veículo que nasceu por iniciativa da turma de jornalismo da Facinter 2008/2. Ele tem como propósito levar a todos os que têm o prazer de escrever e o instinto jornalístico a possibilidade de publicar suas matérias e fotos. Os colaboradores são todos os alunos do curso de Comunicação Social da Facinter: publicidade, propaganda e marketing, produção editorial e jornalismo. Comunicadores podem escrever e solicitar a publicação das suas matérias pelo email: minhapublicacao@yahoo.com.br . Participe!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Artigo:

Brasil, até na fronteira
Uma fila de, aproximadamente, 6 carros se formava na fronteira. Os ocupantes do carro saíram do Brasil como se fossem invisíveis. Mas entrar na Argentina exigia paciência e um controle unitário: todos os ocupantes de veículos e pedestres precisavam ser identificados. “Na Argentina, nada passa.”, diria mais tarde um motorista de ônibus. Documentos de volta na mochila, era hora de curtir o passeio. Não importa o que se ouviu até hoje sobre as Cataratas do rio Iguaçu. Nenhum visitante vai se cansar de explanar os mais diversos adjetivos em todas as línguas possíveis - diga-se de passagem que as trilhas das Cataratas chegam muito perto da visão de uma torre de Babel molhada – para exprimir o que vê o que sente. É muita beleza natural junta. Vários saltos pequenos, a Garganta do Diabo, passeio de barco com direito ter até o pensamento encharcado pela água de uma das quedas mais simplórias, passeio de trem no meio do mato, aula ecológica sobre fauna e flora, encontro com os Quatis que tratam com desdém incomum a presença do homem, enfim, um conjunto de atividades e experiências que relaxam até o mais tenso dos seres humanos. Lá não cabem preocupações como crise mundial ou problemas multinacionais. Mais uma vez a natureza ensina suas lições: desconhece a “região de fronteira” e mesmo que haja disputas sobre o lado mais bonito das Cataratas, ela é pujante em mostrar sua força, beleza e diversidade a quem quiser ver, sem restrições. O horário de fechamento do parque vai se aproximando e, depois de uma breve olhada no mapa, checando que tudo a ser visto foi percorrido, era hora de voltar.
A volta pra Foz do Iguaçu, retorno ao Brasil, deveria ser feita a partir de 3 ônibus. Para quem não tem muito horário marcado nem compromisso, não havia problema esperar.
Uma fila de mais de 70 pessoas aguardava o ônibus. “Puxa, será que sabendo que o parque fecha nesse horário, eles não poderiam colocar mais um ônibus?”, ouvi num português mixado com sotaque espanhol. Como por um passe de mágica, apareceu um e outro e outro. Pronto, estava resolvido. Todas as aquelas pessoas poderiam embarcar naquele momento rumo a Puerto Iguazu. Lá pegariam outro ônibus para Foz. No terminal argentino de Puerto Iguazu a informação era de o próximo ônibus a Foz sairia em uma hora. E era o último. As 19h de um domingo ensolarado só havia mais um ônibus para levar as pessoas de um país a outro! Uma distância relativamente pequena para uma demora e tão poucos ônibus. Quando o ônibus chegou ninguém acreditou. Um micro ônibus, com capacidade para 20 pessoas sentadas, esperava abarcar os 80 passageiros que precisavam voltar. E enquanto alemães, brasileiros de vários estados, italianos, japoneses, argentinos e mais um punhado de outras nacionalidades se amontoavam para poder caber no “último ônibus” para passar a fronteira, as reclamações começaram nos mais diversos idiomas.
- Não acredito que vão colocar toda essa gente aqui;
- Seu motorista! Não tem condições mais!
- Gente, dá um apertadinha aí atrás, é o último...
Enfim entraram as 80 pessoas de diversas nacionalidades, inclusive a avó com bengala e dificuldade pra caminhar.
O ônibus anda e as pessoas se ajeitam e se encaixam... Ouve-se ainda uns balbucios de reclamações, mas nada que pudesse mudar aquela cena. Na fronteira o controle argentino era implacável:
- desce todo mundo para passar na identificação.
E aquele pessoal que já tinha se ajeitado, teve que descer e buscar documentos nas mochilas e gritar para alguém ajudar a vozinha... Depois de mais uma fila de identificação volta todo mundo pro ônibus.
- É problema do DNIT. Porque no domingo só colocam 4 ônibus para funcionar. São 8 no total. E metade é de uma empresa argentina e metade de uma brasileira. Hoje estragou um ônibus argentino e não repuseram. Mas é um absurdo mesmo, explicava o motorista que já estava farto de brincar de enlatador de sardinhas humanas. Podia ter sido um sonho meio ruim, mas isso é Brasil. Também.
Nívea Bona
Professora de Jornalismo - Facinter

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Artigo:

Lutando para voltar a ser um dos melhores
Era tudo o que uma torcida desejava. Titulo antecipado da série B do brasileirão... e agora, para a temporada 2009, a contratação mais incrível e ousada que um clube brasileiro poderia fazer.
Essa é a cara do Corinthans, com a mais nova façanha do clube paulista.
Essa semana, o timão paulista fechou contrato com Ronaldo Nazário, (o Fenômeno). Um tiro no escuro, talvez, uma aposta desafiadora. O que o torcedor quer saber é se o Fenômeno vem para erguer mais ainda o Corinthans, ou para que o timão o levante e o deixe no topo novamente?
Erguendo o timão ou erguendo Ronaldo, está sendo uma contratação a dar o que falar. É corinthiano não gostando, palmeirense adorando, são paulino dizendo que não vai levantar nem um nem outro...
De fato, o país diz que Ronaldo tem técnica, mas seu futebol já é passado. Mal se lembram que a façanha de Romário na copa de 94 foi a mesma de Ronaldo em 2002, até um pouco melhor. O homem com 3 títulos de melhor jogador pela FIFA, com o poder de ser chamado de "único" simplesmente "único" a fazer 15 gols em Copas do Mundo e ser o maior artilheiro de todos os tempos, que faz tremer as pernas dos adversários, tanto em campo quanto fora deles que agora está sendo... Saibam todos que ele ainda está vivo e que nem lendas como Pelé, Maradonna, Platiní, Franz Beckembauer não morrem no esquecimento, muito menos um Fenômeno.
É claro que para assistir a gols vindos dos pés de Ronaldo será apenas uma questão de tempo. E o timão dará graças a São Jorge, é claro.
Hamilton Junior
Estudante de Com. Social - Jornalismo

domingo, 21 de dezembro de 2008

Artigo

E o brega voltou!
Andar feio é uma coisa. Andar jeca é totalmente diferente. Agora, andar brega, ninguém merece! Um modo de se vestir já meio extinto, meio desapropriado para os dias de hoje. Mas como a moda de hoje é estar na moda de ontem, o brega pode voltar a qualquer momento, isso é, se já não chegou. Assim foi com a calça boca larga dos anos 70 e que meados dos anos 2000/01 estavam em alta na vestimenta pública em alguns lugares do Brasil.
No último dia 13 na cidade de Piraí do Sul, cerca de 180km de Curitiba, o mundo voltou aos seus anos de breguisse. Uma maravilha de se ver. Meias coloridas até ao joelho e sandalhas vermelhas era uma das façanhas que mais se via. Homens elegantemente engraçados. Jamais pode-se ver tanta gente vestida de uma forma tão "BREGA" em um mesmo ambiente. É lógico que haviam pessoas normais que nem mesmo com o propósito da festa, teve a capacidade de ao menos colocar uma gravata florida ou uma regata repleta de lantejolas brilhantemente iluminados com o jogo de luzes de um clube que comporta pouco mais de 300 pessoas.
Sim, o lugar não era imensurávelmente grande, muito menos sofisticado. Um salão em que se era válido somente a diversão.
Uma diversidade interessante quanto ao som. Um contraste perfeito. Entre uma música e outra, o batido de Rihanna com o molejo quente de Sidney Magal e o pula – pula do Balão Mágico. É verdade, o Balão Magico renasceu naquele lugar.
Na verdade, renasceu a vontade de cada Piraiense em vestir o que sempre julgou ser interessante. Um de Falcão, outra de Gretchem. Era possível ver até um Agostinho do seriado "A grande família".
Brega ou não, o povo jóvem da pequena e pacata cidade de Piraí do Sul se divertiu como nunca e voltou ao passado da melhor forma que se pode.
Hamilton Junior
Estudante de Com. Social - Jornalismo

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Crítica de Cinema

Entre Lençóis
Dia 05 de dezembro estreou no Brasil o filme "Entre lençóis" do diretor colombiano Gustavo Nieto Roa, estrelado por Reinaldo Gianecchini e Paola de Oliveira.
No filme eles interpretam Roberto e Paula, que são dois jovens que se conhecem numa boate e resolvem se "dar de presente" uma noite inspirada em um motel. Ela porque vai se casar no dia seguinte. Ele porque está em crise no casamento.
A única coisa que vale a pena no filme são as cenas de sexo. São muito bem feitas. Na verdade, o diretor soube tirar proveito daquilo que lhe era mais caro: os corpos dos atores.
De resto tudo são clichês. O roteiro é de novela das oito. Os diálogos são piegas e sentimentalóides. Os personagens são perfeitos demais pra ser verdade. Roberto é lindo, romântico, sincero, bem sucedido e bom de cama. Paula é gostosa, bem educada, moderninha e moça de familia. Difícil de engolir.
Não existe nada no filme que a dupla de atores não tenha vivido na televisão. Com excessão, da tão discutida nudez do filme.
Essa discussão veio a tona quando o ator Pedro Cardoso fez um discurso contra a nudez em uma premiação. Segundo ele, a nudez em filmes e na tv é usada para atrair um público alvo não interessado na arte exatamente, e na maioria das vezes é gratuíta.
Nesse caso, a nudez dos atores é necessária, pois sem ela não existiria filme. Sem ela ninguém iria até o cinema, pagar uma entrada relativamente cara para assistir o que se pode ver na tv. Sem nudez, o filme é pobre, quase miserável. Não tem nenhum problema ver dois lindos corpos se atracando em uma hora e meia. Inclusive tem striptease para todos os gostos. Mas tudo isso caberia num especial de fim de ano da Globo, ou sendo mais econômico, num clipe da MTV.
Simone Lima
Estudante de Com. Social - Jornalismo

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Artigo: O Furacão Renasce

O maior susto alve-negro já sofrido. Cem anos após sua fundação, o Atlético Paranaense fez um jogo de vida ou morte, literalmente. A arena se tornou um maracanã, um templo do futebol onde as cores preto e vermelho tomaram conta.
O confronto rubro negro, independente do resultado, traria resultados surpreendentes. Cariocas buscando uma vaga na Libertadores da América, Paranaenses tentando a qualquer custo a permanência na elite do futebol brasileiro.
Noventa minutos suados, sofridos, a bixada estava verdadeiramente um caldeirão em ponto de ebulição em preto e vermelho.
Minuto a minuto o roer das unhas e o coração esperançoso de cada torcedor de ambas torcidas esperavam um gol se quer. Comemoração essa que inicialmente veio por parte do furacão. Foi o ponto de partida para um jogo repleto de gols. Oito no total. Cinco do Atlético e três do Flamengo.
Assim por diante, outro som já era esperado pelos torcedores do furacão, o apito final, que veio como um título para a baixada.
Literalmente um verdadeiro estrago, tirou o Flamengo da libertadores, assegurou a vaga na Sulamericana e a continuidade na série A e mandou o grande Vasco da Gama para a série B. Um estrago de última hora por um furacão, trazendo choro, e tristezas, pelo lado carioca.
Enfim, o furacão ainda continua vivo.
Hamilton Junior
Estudante de Com. Social - Jornalismo

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Crítica de Cinema: Apenas uma vez

Será que existe uma pessoa feita perfeita para nós?
E quando ela chegar nós iremos reconhece-la?
O nosso dia a dia, nossas frustações, responsabilidades, convenções sociais nos privam de viver os sentimentos que realmente importam?
No filme irlandês "Apenas uma vez" ( "Once ") do diretor John Garney, essas perguntas não tem respostas. Pelo contrário, elas só se tornam mistérios maiores ainda.
Glen Hansard e Markéta Irglová são músicos, não atores . No filme eles interpretam algo muito parecido com eles mesmos. A impressão é que ambos não atuam, mas que se deixaram filmar em algum Reality Show. Mais do que isso, o filme tem cara de documentário. Percebe-se que a câmera muitas vezes estava na mão, e o enquadramento é completamente desleixado. No entanto, nada disso o estraga, porque é essa a sua proposta. A pretensão não foi fazer uma obra cinematográfica brilhante, e sim contar uma história de amor bem realista.
Dizem que o orçamento do filme foi de 150 mil dólares. A bilheteria foi bem maior que isso, pois no início do ano Glen e Markéta ganharam o Oscar de Melhor Canção com a música "Falling Slowly, e chamaram a atenção do mundo para sua obra.
O mérito do filme é o casal Glen e Markéta, e as músicas que compuseram para o projeto. Os dois funcionam juntos na tela, têm muito carisma. O terceiro personagem são as canções, originais e lindas. Por isso é impossível imaginar outros atores interpretando em seus lugares.
No filme Markéta Iglóva é uma imigrante tcheca que vende flores na rua para sustentar a familia, que é a mãe e a filha. Quando pode, toca piano. Em nenhum momento se explica exatamente porque ela não vive com o pai de sua filha. Nem se sabe se ela ainda gosta dele ou não. O relacionamento com o personagem de Glen Hansard, que é um músico que toca nas ruas de Dublin e conserta aspiradores de pó, é sutil, e começa despretencioso. Eles se tornam amigos pela paixão em comum pela música, e por nutrir solidões que é a matéria prima de suas canções. Desde o princípio fica óbvio o que vai acontecer no relacionamento dos dois. E o final decepciona os expectadores mais Hollywoodianos.
Os sotaques irlandês de Glen e tcheco de Markéta são muitos bons de ouvir. Então, nada de assitir o filme dublado, pois perde-se muito em substância.
É preciso prestar muita atenção também na tradução das músicas, já que são elas que contam parte da história.
Simone de Lima
Aluna de Com. Social - Jornalismo

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Uma crítica de filmes...

M. Night Shyamalan, é o diretor de sucessos como "Corpo Fechado", "Sinais" e "Sexto Sentido", este último, um filme que é considerado um Cult moderno e o consagrou na terra do cinema. Seu novo trabalho se chama "Fim dos tempos" e é um filme cheio de boas intenções. Como Shyamalan escreve, produz e dirige todos os seus filmes, as boas intenções são todas dele.
Normalmente seus filmes têm finais muito surpreendentes e originais. "Fim dos tempos" segue o caminho inverso. Os primeiros minutos são de uma estória que promete: as pessoas de uma grande cidade, no caso Nova York, param tudo o que estão fazendo e simplesmente começam a se matar. Qualquer coisa que tenham na mão vira arma. Dos prédios começam a chover homens que se jogam, todos se automutilando e ferindo. Tudo isto é provocado por um gás que, quando liberado na atmosfera, faz o ser humano perder a vontade de viver e o sentido básico de proteção.
Nesse ponto o suspense começa. Enquanto ele dura, é fantástico. O expectador só pode esperar um grande filme. Com esse argumento, Shyamalan tem muitas opções para contar uma boa história. Fazer o que está acostumado, simples assim. Mas isso não acontece. Não existe nenhuma discussão psicológica ou existencialista. A explicação é sobre o poder que homem tem sobre a natureza, e o poder que a natureza tem sobre o homem.
O problema não é a explicação para o fenômeno, mas sim a sensação de que o argumento poderia ser melhor explorado pelo cineasta. Existe alguma coisa inacabada, como se alguém tivesse interferido onde não devia, e acabado com uma bela história. Algumas cenas não se justificam, outras que não se explicam, outras que não levam a nada. A cena em que os sobreviventes encontram uma casa aparentemente abandonada e são recebidos à bala, simplesmente não acrescenta nada ao filme.
O único ator famoso do elenco é Mark Walberg. Ele não é um mau ator, mas sua presença não se esclarece. Pelo contrário, confunde ainda mais. A impressão é que a qualquer momento ele vai tirar uma metralhadora da manga e sair atirando em um inimigo, literalmente, invisível. Só o Vin Diesel seria uma escolha pior.
Fica bem claro que a intenção do diretor era chamar a atenção de um público mais desavisado para a questão do meio ambiente e as consequências do uso indevido dos recursos naturais. Claro que o cinema tem sua responsabilidade como agente social. Mas a impressão é que sobrou discurso e faltou subversão. Ficou muito com cara de filme da Disney.
Queremos idéias brilhantes, roteiros mirabolantes, atores tinindo, diretores empolgados, filmes surpreendentes. M. Night Shyamalan ficou devendo dessa vez.
Espero que ele recupere bem rápido suas más intenções.
Simone de Lima
Aluna de Com. Social - Jornalismo

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Segurança

A segurança pública é uma das maiores preocupações da população e, em virtude do aumento vertiginoso da violência, tem sido explorada e debatida pelas entidades governamentais e não governamentais no sentido de buscar uma solução que resolva esta questão, a qual, sem dúvida alguma, está entre as primeiras necessidades de qualquer ser humano. Os problemas de segurança pública são muitos e várias são as suas causas.
Esta questão é vista em todo o País como uma das prioridades, mas pouco se faz a respeito e no Paraná a coisa não é diferente.
Em Curitiba a segurança está muito falha, reclama a estudante Fernanda Qnalt do Colégio Domínio. “Não me sinto segura andando nas Ruas, vejo o tráfico de drogas totalmente livre e não há trabalho nenhum por parte da polícia”.
Já os taxistas alegam ser a classe menos favorecida com a falta de segurança como explica o Sr. Salvador de Brito, 56 anos, taxista há 30 anos. Foram retiradas as viaturas que cobriam as entradas de cada bairro, com isso aumentou a violência dentro da área. “Em uma parada pela polícia, pediram somente meus documentos e dos passageiros não foi exigido nada”.
Para ele, se voltasse este procedimento das viaturas já melhoraria a segurança.
A violência está cada vez maior e assustadora, nem as câmeras instaladas conseguiram inibir totalmente a ação dos bandidos que praticam seus atos até mesmo na luz do dia.
Mas segundo o soldado Alysson Norberto, da Polícia Militar, existe um bom policiamento com um aumento de ronda e de viaturas em toda a região.Segundo ele, houve uma diminuição nos casos de violência que variam da faixa etária dos 17 aos 30 anos.
Alisson afirma ainda que a polícia está em constante aprimoramento e com muitos projetos a serem aprovados para a melhoria da segurança.
Michelli Cordeiro
1º Período de Com. Social - Jornalismo

sábado, 22 de novembro de 2008

Crime bárbaro em bairro de Curitiba

Um corpo foi encontrado na divisa das ruas Francisco Lourenço Jonscher e Diogo Mugioatti, póximo a praça Gal. Florimar Campello no bairro boqueirão no domingo passado às 6h da manhã.
O homem, que aparentava 28 anos, moreno, com aproximadamente, 1,76m de altura foi morto com um tiro na cabeça. Ainda sem identificação, o corpo tinha uma tatuagem de um palhaço no braço direito.
Segundo Flavio Macedo, morador do local, três rapazes estavam caminhando na rua Francisco Lourenço Jonscher abaixo. Um deles teria dito "vamos matar ele aqui mesmo?"
A viatura da polícia militar chegou 10 minutos depois do ocorrido. A perícia vai avaliar a cena e o corpo e investigar possíveis suspeitos.
Hamilton Junior
1º Período de Com. Social - Jornalismo

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Violência contra a mulher

Segundo o Superintendente Edson Divonsir Soares da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Curitiba, existem vários tipos de violência contra a mulher. Além da lesão corporal, que é a agressão física, como socos, pontapés, bofetões,á outros. Têm também o estupro ou violência carnal, sendo considerado atentado contra o pudor de pessoa de outro sexo, por meio de força física. Existem também aquelas que não deixam marcas físicas, como as ofensas verbais e morais, que causam dores, que superam a dor física. Humilhações, torturas, abandono, etc.
Mas ele afirma que as mais freqüentes são as físicas e as de ameaças. A violência contra a mulher não é restrita, não escolhe raça, idade ou condição social. A grande diferença é que entre as mulheres de uma classe social mais elevada, elas acabam se calando contra a violência recebida. “Normalmente a denúncia ocorre depois de algumas agressões, elas esperam acontecer várias vezes para então fazer a denúncia” conta Dinvonsir. A mulher deve procurar a DDM nos casos de crimes previstos na Lei Maria da Penha que são aqueles de ameaças, violência sexual e agressões.
Na Delegacia de Defesa da Mulher de Curitiba, são feitas em média de 30 a 40 denúncias diárias, o que o Superintendente considera um volume alto levando em consideração que é atendida apenas a Região de Curitiba. As regiões Metropolitanas são atendidas pelas Delegacias locais.
Chegando à Delegacia, a vítima deve fazer o Boletim de Ocorrência e se houver lesões corporais é solicitado um exame de corpo delito, junta-se um laudo que é encaminhado a Justiça que decide pela condenação do agressor ou não. Se ele for preso em flagrante fica detido aguardando pela decisão da Justiça.As penas variam de três meses a três anos dependendo do caso.
O Superintendente ainda explica que em casos mais graves, as mulheres e filhos, se for o caso, são encaminhados para casas de auxílio.
Em Curitiba existem a Casa de Maria e o Centro de Referência, assim como o FAS Fundação de Ação Social que também oferece alguns recursos. Estes lugares não são divulgados, nem endereço e nem telefone, para manter as vítimas em total segurança. Para este encaminhamento é necessário que se faça a denúncia de agressão e a própria DDM faz o encaminhamento. Elas ficarão neste abrigo em um prazo de 90 dias aproximadamente até que possam se restabelecer. As instituições não possuem vínculo com a polícia, apenas dão assistência a quem precisa.
Na opinião do Superintendente, o mais difícil a estas mulheres para recomeçar a vida é a questão financeira, porque muitas delas têm uma dependência muito grande, filhos, moram em casa de aluguel e dependem da parcela ou da totalidade do salário do marido.
Com a prisão ou separação elas ficam fragilizadas economicamente.
“A gente observa isso quando as mulheres vêm fazer o B.O. Muitas delas trazendo seus filhos por não terem onde deixar. Podemos perceber um grande transtorno nas vítimas” conta Divonsir.
A DDM de Curitiba foi fundada em 04 de novembro de 1985 pela resolução 289/25 e fica localizada na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 480 – Centro.
Fone: 41 – 3219 8600
Michele Cordeiro
1º Período de Com. Social - Jornalismo

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Moda

O Crystal Fashion e o Paraná Business Collection são os eventos de moda mais importantes do Estado do Paraná, que ocorrem na capital paranaense. Empresários, estilistas, designers do país e do exterior reúnem-se para lançar aqui suas tendências. O Paraná é considerado um dos maiores pólos produtores de moda do Brasil, atrás do estado de São Paulo e do Rio de Janeiro. Segundo a Federação das Indústria do Estado do Paraná (FIEP), o Paraná produz cerca de 150 milhões peças de vestuário por ano.
De acordo com o designer de moda curitibano, Roberto Arad, proprietário da marca Arad, “a última coleção foi apostando em uma “nova elegância”, um clássico jovem, roupas discretas... A idéia é ser alternativo, mas chique”. Arad tira de base para suas coleções o SPFW e Fashion Rio, mas essas não são fontes prioritárias na hora de criar. Pois para lançar seus estilos é necessário filtrar informações. Arad declara que Curitiba tem uma moda própria.
As coleções mostraram um retrô a fases dos anos 70. O que se vê são formas soltas e desestruturadas, tons naturais, babados e laços. Mas quem prefere o clássico jeans, que veste homens e mulheres, que não querem errar ao sair de casa, a calça jeans boca-de-sino é uma boa opção.
Guilherme Luiz
1º Período Com. Social - Jornalismo

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Hard Rock

O Hard Rock é um gênero musical que apareceu nas décadas de 70 e 80, alcançando um grande sucesso logo no seu surgimento. Este estilo musical faz muito sucesso até os dias atuais e uma das bandas que mais se destaca nesse gênero na atualidade é a Guns n’ Roses.
No cenário da música Curitibana existem ainda muitas bandas desconhecidas que tocam este estilo. Um exemplo é a banda Sin Babe formada em 2006. De acordo com Geórgis Cruz, 21 anos, vocalista da banda e guitarrista há sete anos, esse gênero traz consigo uma “paixão” que une as pessoas. Ele cita como exemplo a própria banda Sin Babe que foi formada há dois anos por cinco jovens que vieram “um de cada lado mas todos com uma única paixão: o Hard Rock”.
De acordo com baixista da banda, Luís Fernando Kubiak, 19 anos, eles já tocam em vários bares de Curitiba, mas o objetivo é se tornarem conhecidos na mídia e reconhecidos por seu estilo musical.
Regiane Silva
1º Período de Com. Social - Jornalismo

domingo, 16 de novembro de 2008

Artigo: O dia que não terminou!

No último domingo, dia 2 de novembro, o Brasil esteve perto de dar o grito de campeão no esporte que para os brasileiros é marcado por tristezas e lembrado pela dor.
Há 14 anos que um brasileiro não consegue ir tão longe, ao mesmo tempo tão perto de se consagrar campeão na elite do automobilismo.
O domingo em Interlagos relembrou várias vezes Ayrton Senna, o ícone brasileiro da modalidade. A chuva já faz parte do próprio autódromo em São Paulo, mas um brasileiro com o dom de guiar uma máquina que voa baixo, em pistas extremamente escorregadias, há muito não se via.
Uma platéia de 18 mil pessoas. Uma alegria com a esperança da conquista do título. Um elenco espetacular, além de equilibrado. O decorrer das 72 voltas pelos 4.309 metros do circuito dava a oportunidade e a expectativa de um brasileiro estar novamente ao topo da F1.
Tudo isso se não fosse "um tal" de Lews Hamilton que se sagrou o mais jovem campeão da categoria. O britânico de 23 anos ainda agradece o único ponto de vantagem sobre o brasileiro e da existência de 500 metros e duas últimas curvas.
Massa cumpriu com seu papel ao vencer a corrida de ponta a ponta. Más não era o que ele esperava, e muito menos o que queria.
Mais uma temporada sem o Brasil no topo. Um grito que há 14 anos está preso na garganta de 183,9 milhões de brasileiros. Um grito prestes a ser liberto. Uma tarde que não foi além do fim do tremor das pernas, da ansiedade e o surgimento de um profundo suspiro.
Percebe-se que a F1 está bem próxima de ganhar o mais novo Ayrton Senna.
Brasileiro, como sempre.
Hamilton Junior
1º Período de Com. Social – Jornalismo

sábado, 15 de novembro de 2008

A Música Curitibana

O cenário musical curitibano conta com muitas bandas que ainda não são conhecidas como a banda Boletas, que tem três integrantes: Lucian Araújo, 19 anos, baixista desde os 5 anos, Fabrício do Amaral, 17 anos, guitarrista desde os 10 anos e Leonardo Lotolwski, 18 anos, também guitarrista que toca há 2 anos.
A banda surgiu em 2006 e já tocou em vários lugares da cidade, mas segundo Lucian, muitos bares fecharam, limitando o espaço que as bandas tinham. Agora eles se apresentam no Jame´s bar.
O gênero da banda é o R&B, estilo que surgiu em 1940 nos EUA como uma versão negra do rock com um toque de jazz. Hoje, o ritmo é considerado como o grande expoente da música mundial.
Patricia Strogenski
1º Período de Com. Social - Jornalismo

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

E elas têm a força

Perder peso e ganhar musculatura são os principais objetivos de quem procura uma academia de ginástica. Entre tantos tratamentos estéticos que oferecem recursos cada vez mais tecnológicos, muitos ainda recorrem a elas, que, não diferente das clínicas de estética, também oferecem cada vez mais novos equipamentos aos seus clientes.
“As academias atraem desde jovens a senhoras e senhores de idade, mas ainda assim, os que mais freqüentam são pessoas entre 20 e 30 anos”,explica o personal trainer Fernando Maciel, 31 anos, da academia Physical Sport. Ele conta que as academias proporcionam uma nova gama de aparelhos que, na maioria das vezes, agradam mais ao público masculino. Entre eles estão a barra livre, que fortalece a musculatura dos braços e do abdome, o press Leg, para as pernas, o extensor em cadeira e o extensor em mesa. As mulheres, na maioria das vezes, escolhem atividades que envolvem músicas, como o jump, que inclui cama elástica individual e instrutor.
Mas, antes de iniciar em qualquer academia, é necessária uma avaliação física para se ter um histórico da saúde do interessado e saber quais são os aparelhos apropriados para ele. ”Esta avaliação inclui a análise do percentual de gordura, anamnese inicial, peso, estatura e a capacidade de resistência”, conclui Fernando.
Os preços de mensalidades dependem de academia para academia, mas a média custa entre R$45,00 e R$150,00.
Rodrigo dos Santos
1º Período de Com. Social - Jornalismo

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Segurança no Largo da Ordem

A guarda municipal de Curitiba afirma que o largo da ordem é a região central onde acontece o maior número de assalto junto com o tráfico de drogas. Por isso, a prefeitura resolveu instalar câmeras de segurança nessa região. O guarda municipal Dori Edson Maciel de Lima, relata que as câmeras estão inibindo o tráfico de drogas e os assaltos. Mas que ainda assim deixa o largo uma região muito perigosa. O guarda reclama que quando prendem os bandidos eles têm que chamar a polícia militar, mas o atendimento não é imediato. Dori fala também sobre seu armamento, que deixa a desejar. Os guardas para imobilizar uma pessoa, utilizam somente cassetetes, usando a força bruta. Ele cita também os guardas municipais de São José dos Pinhais que têm armamento de choques para prender. É uma arma não letal, e não se usa a força bruta. Para ele, esse armamento ajudaria a ser mais eficiente no combate a marginalidade.
Guilherme Luiz
1º Período de Com. Social - Jornalismo

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A noiva atual

Já foi o tempo em que as noivas se casavam na igreja cheias de
rendas e paetês. As noivas modernas se assemelham cada vez mais à
uma convidada normal que se veste de branco.
Os vestidos mais locados na atualidade são chamados de "evasê".
Esse tipo de vestido tem um corte igual aos vestidos de
madrinhas. A parte de cima não importa. "Pode ser de várias
formas e estilos, mas na parte de baixo ele tem um caimento bem
legal, que fica bem para qualquer tipo de corpo", conta Sandra
Terezinha Furlim, vendedora da loja Linda Noivas, que faz
locações para noivas.
Segundo Sandra, a cor mais locada continua sendo o branco para as
noivas. As madrinhas preferem a cor lilás.
Geralmente é locado um pacote que inclui os trajes do noivo,
noiva, pai da noiva, dama de honra, pagem e dama de pétalas. Os
preços variam muito. Mas o preço médio de um vestido de noiva é
de 400 a 700 reais.
Simone de Lima
1º Período Com. Social - Jornalismo

terça-feira, 11 de novembro de 2008

EUA elege Barack Obama para Presidente

O próximo dia 2 de janeiro entrará para história da então maior potência mundial.
Será o dia que o 44º Presidente dos EUA assume o poder. Um democrata tirando o tabu e diminuindo a diferença dos partidos no poder da Casa Branca. Dos últimos 10 presidentes, 6 foram eleitos pelo partido republicano.
Além disso, pela primeira vez na história do país americano, a terra dos Yankees elegeu um líder negro e com descendência queniana.
O maior fenômeno político na atualidade sorri, depois de 2 anos de campanhas intensas e arregaça as mangas, mostrando que não se cansou e está disposto a trazer de volta, o prestígio americano.
"Teremos um início de mudanças", diz o novo presidente americano em um comício em Chicago. Um início em que terá que trabalhar muito nos próximos 2 anos e que será um teste para Barack Obama para a eleição de meio mandato. Um sistema de governo americano que permite que o presidente conclua os 4 anos de mandato.
A confiança do partido democrata, de Obama, e de seus eleitores eram tanta que já às 18 horas do dia da eleição, Chicago já se reunia para a festa bem mesmo antes do término da apuração.
Com os americanos deixando de lado o racismo, resta saber se o 44º presidente cumprirá com seu maior desafio e dever, na visão dos norte-americanos, salvar o mundo.
Hamilton Junior
1º Período de Com. Social – Jornalismo

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Reabilitação em São José dos Pinhais

Em São José dos Pinhais há um programa de penas alternativas chamado Conselho Comunitário de Execução Penal, o CCEP, que tem como função encaminhar a serviços comunitários pessoas que cometeram pequenos delitos como porte ilegal de armas, furtos,entre outros. Quando o cidadão é detido, ele fica alguns dias preso, depois vai para o fórum para julgamento, onde o juíz determina se o acusado tem o perfil do programa e o encaminha ao conselho. Lá os conselheiros irão designar para qual lugar ele vai ser enviado, e que tipo de trabalho ele vai desempenhar. Normalmente são 720 horas de trabalho, dependendo da pena, que são executadas sem no mínimo uma hora diária e no máximo 32 meses, de forma que não prejudique o horário de trabalho do condenado. A pessoa beneficiada pelo programa tem que estar trabalhando obrigatoriamente. Caso contrário, ela tem trinta dias para arrumar um emprego, que não precisa ser com carteira assinada, mas precisa ser devidamente comprovado. Essa liberdade é totalmente assistida, pois o acusado não pode sair de casa depois das 22h e antes das 5h da manhã. Se isso acontecer será aberto novamente o processo para averiguação. Os postos de trabalho são em cadeias, escolas, creches e na própria sede do Conselho. Onde, no momento, estão acontecendo reformas e há uma horta que abastece as mesmas instituições. O Conselho não trabalha com menores de idade, que são atendidos exclusivamente pelo Conselho Tutelar. Segundo o atual secretário do CCEP, José Carlos Mendes, nomomento estão sendo beneficiadas pelo programa em torno de 110 pessoas, das quais 10 são mulheres. A intenção é aumentar esse número nos próximos anos, já que o CCEP não está funcionando com sua capacidade total. Ele afirmou que o prefeito eleito nas últimas eleições de São José prometeu reabilitar o sistema que é considerado um sucesso, mas que na gestão anterior ficou quase abandonado. Para os próximos meses vão ser feitas contratações de profissionais como psicólogos, professores e assessores em geral. Ainda não ficou decidido como vai ser feito as contratações.

Simone de Lima
1º Período de Com. Social - Jornalismo

domingo, 2 de novembro de 2008

Artigo: Cópias do medo

Não se sabe ao certo qual o próximo fato a se ocorrer. Uma situação que possa gerar uma repercussão em grande escala. O que temos visto é que a verdade não é bem essa. Hoje, basta algo acontecer, de tal forma que leve a comoção de todo um país para virar moda.
Assim aconteceu com o caso ISABELLA em São Paulo. Em seguida ao fato, só na grande Curitiba, foram notificados mais dois casos semelhantes. Um no centro da capital e outro na região de Colombo.
Agora vem o caso Eloá, assassinada brutalmente por um ex-namorado. Fato esse que sensibilizou toda uma sociedade, trazendo todo tipo de reações, de fúria a tristeza, com dores e fortes desabafos de autoridades dos quatro cantos do país.
Para não se perder o costume, algo parecido ocorreu em Curitiba, essa semana, no bairro Santa Cândida. Uma mesma história, um mesmo objetivo, mas com personagens e um final diferente do da jovem paulistana.
Qual o verdadeiro objetivo desses atos? E dessas cópias? Fama? Desespero? A questão é que, a série de cópias do gênero, de uma irrelevante busca ao desejado trazem de certa forma um final onde em sua maioria, não é com sorrisos.
Quando vamos parar? Até onde ocorrerão momentos simultaneamente iguais, como cópias negras de um xerox? Infelizmente cópias que trazem tristezas, dores e lágrimas.
São diversos pontos a serem observados, mas, o certo é que o necessário é desligarmos a energia da "tal" maquina obscura.

Hamilton Junior
1º Período de Com. Social - Jornalismo

sábado, 1 de novembro de 2008

Artigo: Amor

Difícil falar de amor. Quase que um atrevimento querer divagar acerca de um sentimento tão grandioso e abrangente. Existe o amor de mãe e filho. Incondicional e absolutamente voluntarioso, mais por parte da mãe, é verdade, mas diz-se o mais profundo sentimento entre os seres humanos. Uma afronta à figura do pai que também possui tal sentimento algumas vezes não tão valorizado. Decerto em função de muitos trocarem este sentimento por um jogo de futebol com os amigos, um copo de cerveja ou até mesmo para encontrar um novo amor, ou seria melhor dizer agregar uma nova paixão? Enfim, amores vêm e vão, diria o poeta de outrora. Porém, não quero entrar no caso de traição, pois o que gostaria de exaltar aqui são algumas formas de amor. E o amor de amigo também mexe com o coração. Hoje o amor já não tem as razões humanas que o consagraram com um dos sentimentos mais nobres, senão o mais.
Muitos bradam seu amor ao time de futebol do coração, outros ao seu jogo predileto, como sempre diz seu Zé: " eu amo jogar cacheta". Existe ainda o amor à comida, música, atores, programas, estações e o que mais a criativa mente humana puder idolatrar. Existem ainda aqueles que "amam de paixão" certas inutilidades como o seu MP3 ou celular último tipo.
O amor dos amantes, das almas gêmeas enamoradas que vociferam a todo instante o mágico "eu te amo" ao seu par, mesmo sem saber ao certo se aquilo é verdade, ou mera expressão apaziguadora de críticos momentos que vivenciam. Não digo que não existam namorados que se amam. Também não quero entrar nesta questão. E aonde eu quero chegar? Nem eu sei ao certo quando me propus, sozinho, em meu trabalho, a fazer um artigo de um tema tão vasto. Mas me veio a mente que o amor que mais esteja em falta, e o mais belo de todos, é o amor ao próximo, o amor ao conjunto, o amor à humanidade.
Aquele amor de quem não quer nada em troca, senão o bem estar de tudo, de todos. Amar ao próximo, ao não tão próximo, ao ausente. O amor para com todas as coisas, sem distinção, resultando assim no mais pleno amor próprio.

Carlos Eduardo de Andrade
1º Período de Com. Social - Jornalismo

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Artigo: Trânsito

O que temos que passar para continuar sendo uma capital com conceito de "bem estruturada"? A cada dia que passa podemos ver visivelmente o quebra- quebra de asfaltos e o surgimento de novos desvios. Nota-se, por exemplo, que na Marechal Floriano Peixoto alguns ônibus praticamente andam em "zig zag". O que nos faz pensar na possibilidade de mais agilidade e rapidez se transforma em um pesadelo brutal, principalmente em horários de pico.
Há muito não se viam obras em grande quantidade espalhadas em Curitiba. A linha verde que está por vir, teêm como tendência uma estrutura maior e um trânsito mais eficaz. Mas o que temos que passar para um futuro promissor em que possamos dizer uns aos outros as qualidades do "monumento rodoviário"? São horas dentro de veículos onde não se sabe ao certo, onde será o próximo desvio.
Há tantos entulhos, que é impossível ver algo arrumado, mesmo que por mais que se adiantem os dias.
A bagunça é o único adjetivo possível no momento para tal assunto. E a pergunta que podemos fazer é: "Precisava quebrar tudo de uma vez só?"

Hamilton Junior
1º Período de Com. Social - Jornalismo

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

No ônibus... Histórias do cotidiano

Andar de ônibus é, no mínimo, uma forma de poder construir crônicas divertidas. O ambiente rico em humanidade pode servir de estudos interessantes. Nesses quatro meses de idas e vindas de ônibus vi e ouvi cenas fabulosas, que qualquer roteirista mediano poderia transformar numa mini-novela a partir só da pontinha de fatos que se percebem no coletivo.
Uma das cenas interessantes que retrata bem a relação entre homem e mulher aconteceu esses dias.Coisa comum, como chuva em Curitiba.

A menina no telefone:
- Tia, casei. É, tia, ele foi lá pra casa nesse final de semana. Sim, sim, juntou todas as coisas e foi. Decidiu, né? Até que enfim. Claro, mas acho que agora vai dar certo. Ele disse que estava com medo... É... Mas está lá em casa. Hoje até vou levar umas roupas dele para consertar. Por que a fulana, pelo jeito, não cuidava desses detalhes...Hein? Nem tenho idéia de como ela ficou. Mas, pelo menos ele resolveu essa situação, né? É, preciso fazer um almoço pra você e pro tio irem lá em casa...

O ônibus, lotado, ouvindo, interessado, a conversa mostrava rostos que iam do feliz para o indignado. Uma senhora, pela testa franzida, pelo jeito pensava: “nunca vi como alguém consegue ficar tão feliz com um casamento... Ah, se ela soubesse...”
Um outro senhor dava uma risadinha sarcástica pensando, talvez, no rapaz que acabava de se mudar: “aposto que trocou uma de 50 por essa de 25... Boa troca.”
Um rapaz engravatado fingiu que continuava ouvindo seu mp3... Mas no fundo ele estava é prestando atenção no papo da moça, tentando, com o olhar, dar uma conferida nos atributos da nova casada. Acho que ele pensava: “humm, vale a pena.”
Havia ainda uma senhora indignada. Respirava e fungava, com intenção de fazer barulho, de maneira forte. Devia estar pensando: “que absurdo. Deve ter tomado o marido de outra pessoa”.

A verdade é que nenhum de nós soube ao certo quem era a tal mulher “abandonada”. Podia ser a mãe ou uma ex. Também não soubemos a idade do moço – quem disse que ele era mais velho? Podia ser um rapazote, não? A única certeza que todos tínhamos é que a moça estava realmente feliz com a nova vida. E pronto. Todos seguiram com as suas.

Nivea Bona
Profesora Jornal Impresso - Facinter

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Artigo: Meio Ambiente

Muito se fala sobre o meio ambiente.
Que temos que preservar a natureza e tudo mais.
Os rios e mares estão poluidos, o mundo e todos que habitam nele correm sério riscos de vida.
O que fazer para amenizar essa situação?
Em primeiro lugar descobriu-se que quase tudo que produzimos ou consumimos, polui o meio ambiente, plasticos e derivados de petróleo, tudo que é preciso derrubar árvores, (se houver reflorestamento).
Agora estamos correndo contra o tempo, destruímos e agora queremos reconstruir. Como fazer com que as pessoas se conscientizem que consumismo indevido é prejudicial ao meio ambiente?
Para que separem o lixo, troquem sacolas de plásticos para as de papel ou tecido, se derrubar árvores e fazer o reflorestamento e assim por diante.
Penso de maneira otimista, que se começar a nos reeducar e por ser primordial à natureza, podemos sim, amenizar este caos.
É bom parar e pensar que não estamos falando em árvores, peixes, mas sim da humanidade no planeta.

Karla Marques
1º Período de Com. Social - Jornalismo

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Artigo: Trânsito

Em todas as grandes cidades, capitais ou não, deparamo-nos com o problema do trânsito caótico. É quase que uma epidemia. Nossa Curitiba, cidade sorriso e "modelo" de urbanismo, também não poderia deixar de participar desta moda. Transitar neste campo de obras que hoje se encontra a cidade, não é tarefa das mais simples. Em horários normais está complicado, mas se você tiver a sorte de pegar o seu "possante" e sair em horário de pico, não importa o seu estado de espírito, você irá se irritar.
Irritação e sensação de impotência: você poderá deparar-se com uma fila que parece brotar do nada. Motoqueiros malucos que fazem das ruas locais para os mais irresponsáveis rachas, crianças em idade escolar vendendo todo o tipo de guloseima, e você ali, precisando chegar na faculdade para aquela aula importantíssima de jornalismo, de mãos atadas, ou melhor, de marchas atadas, esperando a fila andar.
Após 30 minutos naquela quadra, você sente um alívio e pensa, agora vai! Ledo engano! Pois ao contornar aquela esquina, você encontra um bi-articulado que até ontem não passava por ali. "São as obras, as melhorias", diriam os urbanistas responsáveis. Decerto é algo que irá ( esperamos ) melhorar o trânsito. Mas até lá o negócio é ter prudência, muita paciência e, como disse outrora nossa ex-ministra do turismo, "relaxar e gozar".

Carlos Eduardo de Andrade
1º Período de Com. Social - Jornalismo

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Largaram os bets?

O Atlético enfrentava o lanterna do campeonato, todos os outros times ajudavam o falecido CAP, mas eis que na plenitude da incompetência, no auge da mediocridade, no supra sumo da prática de vôlei ( Rafael Moura para o ataque da seleção de Bernardinho ), o CAP, com toda a sua torcida ajudando, estrutura e história, garantiu sua vaga na G4 ( os quatro mais gozados na temporada ) para o ano de 2009.
Não conheço nada sobre justiça desportiva, tampouco sobre demissões de atletas. Mas Rafael Moura, vulgo He-Man ( era para ser herói, mas parecia o Gorpo, um fantasma em campo que quando tocava na bola, fazia trapalhada ), devia ser mandado embora por justa causa, visto o lance bizarro neste jogo importantíssimo para o CAP realizado no Joaquim Américo, somado a outras "grandes" atuações na temporada.
Diz-se de um time como o CAP, um grupo de profissionais. Ganham salários polpudos, têm regalias e não precisam falar nada além do bom e velho futebolês:"A equipe se esforçou, mas acabamos tomando um gol (um?) de bobeira, mas agora é erguer a cabeça e pensar no próximo adversário que blá blá blá . . ."
Fácil, né? Porém não é fácil torcer para esses energúmenos destruidores do futebol-arte. A torcida vai, empurra, agita e grita aos quatro cantos seu amor e apoio ao time, mas o mesmo perde e não faz nada. Não cria nada, não tem jogada ensaiada, não tem conjunto, e ainda por cima têm estrelinhas que criam "um ambiente conturbado" e fazem das palavras do incompetente Bob Fernandes, cria da realidade: Com este time estamos na segunda divisão.
Por que profissionais, ao menor sintoma de pressão, tornam-se tão passivos e irritadiços? Estão perdendo e em vez de jogar mais, mesclam ao futebol a truculência, o destempero, a ignorância, e pioram o que já está periclitante? Isso é ser profissional?
Digo-te não! Digo-te não, indivíduos que compõem o elenco do Clube Atlético Paranaense. Vocês (nem todos) participaram de um momento bonito de quebra de recorde de vitórias, tempos não tão idos, mas mesmo tendo os salários em dia conseguiram deixar que o pior acontecesse ao CAP. Sim, a segunda divisão está logo ali, e nossa tabela é deveras complicada até o término do campeonato.
Não acredito mais em vocês, com o olhar da razão, vejo o Atlético na segunda divisão, fato este que não irá diminuir o meu amor ao Rubro Negro.
Para não cair, somente se o Julião da Caveira já estivesse eleito e fizesse uma lei que impedisse nossa anunciada queda. Em tempo pretérito, o treinador disse faltar testosterona aos jogadores do Atlético. Parece que ele tinha razão. Aos jogadores, o desafio de fazer à todos queimarem a língua, inclusive eu , que não mais acredito no atual Clube Patético Paranaense.
A camisa Rubro Negra, só se veste por amor.

Carlos Eduardo de Andrade
1º Período de Com. Social - Jornalismo

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Modelo de Pauta

Em visita às lojas que desfilam suas marcas nas semanas de moda mais importantes do Brasil e do mundo, como a São Paulo Fashion Week e a Semana de moda de Milão , as tendências mostram um deja-vú do que foi o verão e inverno mais recentes , mas com algumas peculiaridades.
Entre elas estão a fase hippie dos anos 70 , técnicas de tecelagem como o tie-die e o ombré , o batique (desenhos étnicos), florais, listras , babados ,e patchwork (mistura de diferentes materiais numa mesma peça). As calças ganham diferentes modelagens , como as pantalonas , cintura alta , as de modelagem mais ajustada e as calças “boca-de-sino”, que também são referência dos anos 70.
No entanto,estas tendências não repercutiram com grande intensidade nas coleções de marcas curitibanas , como a Arad , do designer Roberto Arad , pois elas buscam mostrar aos consumidores certa independência em relação às tendências.
Podemos acrescentar à matéria mais informações sobre as tendências destas marcas e as de marcas que têm origem em outras cidades , como São Paulo e Rio de Janeiro.


Entrevista com Roberto Arad , da marca Arad:
Você tem influências de outras marcas (tanto nacionais quanto internacionais) para a criação de coleções da Arad?

Como você reage às tendências de outros lugares , como São Paulo e Rio de Janeiro?Isto também influencia na sua marca?

Poderia citar algumas características de suas últimas coleções?

Também temos outras opções de marcas curitibanas que seguem o mesmo estilo alternativo , como a Nayp e a multimarcas Nonsense , que vende somente roupas de designers curitibanos.
Endereços: Arad – Av. Vicente Machado 664 – Batel (tel. 3023 9180)
robertoarad@robertoarad.com.br falar com Roberto (proprietário e designer).
Nayp – Shopping Omar Comendador Araújo , 268 – centro , Curitiba (tel. 3308 0370).


Rodrigo dos Santos Custodio
1º Período de Com. Social - Jornalismo

domingo, 12 de outubro de 2008

Para uma boa foto: Segunda Parte

Um leitor afoito pode estar balançando a cabeça, contrariando a explicação que nem ao menos começou, para dizer como a fotografia deve ser algo espontâneo. Ou pode ainda argumentar que a técnica e a metodologia podem aprisionar a criatividade. Nada mais romântico. A metodologia estabelece as regras para que a criatividade seja produtiva, gerando resultados que atendam a necessidade do próprio criador. Lembro de um texto lido durante uma palestra, no qual o professor comenta que a criatividade sem limites é como uma rolha flutuando no mar, no qual as enormes forças envolvidas se anulam. A rolha é algo pequeno e leve perto do mar que parece quase infinito, entretanto, todo movimento das ondas é incapaz de mover um objeto tão insignificante na direção desejada (a suposta rolha só se movimenta graças às correntes marítimas).
O público pode se dar ao luxo de achar que uma foto é boa sem saber o motivo, mas não o profissional da comunicação. Este deve ter plena consciência do efeito que deseja causar no espectador, de qual imagem pode conseguir este efeito, e de como obter esta imagem com máxima qualidade. Ou seja: objetivo, olhar e técnica.
(O que vem a seguir não é um questionário que deve ser respondido por extenso, apenas tópicos que os profissionais devem levar em consideração antes de cada criação. Deve ser algo natural, inerente a um processo eficaz de um profissional maduro.)
Por “objetivo” entendemos:
Qual é a proposta? Existe um tema? Como vamos abordá-lo: de maneira positiva, negativa, direta, indireta?
Para qual mercado se destina? É uma campanha publicitária, fotojornalismo investigativo, cobertura de evento, exposição de arte, álbum de família, proposta acadêmica?
Como esta foto será apresentada: impressa ou no monitor? A foto será apresentada isolada ou em conjunto com outras imagens, ou ainda, fará parte da diagramação de alguma peça? Se fizer parte de uma diagramação, qual o papel dela na peça final?
A quem a foto se destina? Quem é o público-alvo, qual seu repertório cultural, seus gostos e expectativas?
Para o profissional de comunicação, desconhecer estes detalhes antes de começar a criação é como, para um jogador de futebol, de olhos vendados chutar a bola do meio de campo ao gol, sem saber a direção correta. Acertar depende mais do acaso do que da sua habilidade.
Pelo “olhar do fotógrafo” entendemos a pré-visualização da imagem: sua criação quando se trata de uma imagem produzida, ou o recorte proposto pelo fotógrafo em uma cena que está diante dos olhos de todos. Este olhar vai imaginar ou encontrar uma boa imagem, mas seu conceito do que é bom depende muito do seu próprio repertório visual e entendimento das expectativas do seu público-alvo, ou seja, da sua maturidade profissional. O caminho para adquirir esta maturidade é a análise de imagens, estudos de casos e do trabalho de grandes fotógrafos (cada qual em sua área).
Já “conhecimento técnico” significa saber atingir o resultado imaginado ou a cena vista, da maneira que se deseja. Simples observação da luz da cena e operação correta dos equipamentos. Este é o tópico mais curto, mas o que demanda mais estudo, principalmente por ser o mais ignorado devido à visão romântica que muitos possuem do nosso mercado de trabalho.
Não há uma fórmula única e universal. Cada caso deve ser analisado levando em conta os fatores citados, e todos os elementos estão subordinados ao OBJETIVO da imagem, por uma simples regra: COERÊNCIA entre todas as etapas, em consonância com o objetivo final. Cada fotógrafo deve encontrar seu caminho através de muito trabalho e estudo. Escolher uma foto por critérios pessoais e não técnicos é um ato ingênuo, ineficiente e arrogante. Como dito em sala, dispam-se de qualquer orgulho e vaidade, estudem e pratiquem à exaustão. Não existem atalhos.


Daniel Oikawa Lopes
Professor Técnicas Fotográficas - Facinter

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Fome

Alguns dizem que a fome começou na década de 80. Já outros, como eu, acreditam que este fenômeno existe há muito tempo. Bom, para um país que em 1983 estava em 4º lugar na exportação mundial de alimentos, pode-se dizer que estar na 6ª posição no “campeonato” da desnutrição nos anos 80, era uma coisa não esperada em tamanha grandeza, não é? Muitas desculpas podem ser arranjadas para tal situação na época, como por exemplo: a temperatura da época, o sistema político, o êxodo rural, o desemprego, o preço dos alimentos, as crises cíclicas, econômicas ou sociais. Hoje em dia podemos culpar não só estas citadas acima, como também a queda do dólar, o euro, e as outras moedas em si como culpadas. Não existe dinheiro para comida, mas para a tecnologia e para os políticos existe? São algumas coisas que realmente, são inaceitáveis. É inexplicável, sem motivo ou nexo.
Talvez eu esteja sendo cruel com o Brasil, ou que até mesmo esteja infeliz com o país que eu vivo. Fale-me do programa Fome Zero, e eu responderei que já foram criados antes, programas com o mesmo intuito, como o Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS, criado em 1940); o II Programa Nacional de Alimentação e Nutrição (PRONAN II, aplicado em 1976), entre outros. Eles serviram para alguma coisa? Sem sombra de dúvidas. Tais programas foram descritos como compensatórios, verticais e centralizados à nível federal. Admito que nos últimos anos, tal crueldade tem melhorado, devido à implantação do programa citado acima (fome zero), para ajudar famílias que passam necessidades em nosso país. Mas de que ele adianta, se muitos dos que morrem por fome, não possuem um teto para viver? De que adianta fazer uma cobertura jornalística a uma entrega de cestas básicas para milhões de pessoas em determinada região do Brasil, se quem realmente precisa dessas cestas básicas que estão sendo entregues, nem televisão tem? Não querendo desmerecer a quem já recebeu esta ajuda, acredito e espero que todos estejam vivendo muito melhor do que viviam antes.
De 1986 em diante, a fome passou a ser considerada como expressão mais nefasta do estado de insegurança alimentar. O que nós podemos pensar? É necessária a conscientização de que este “pequeno” problema vai além do que podemos enxergar, e não foi tratada ainda com a amplitude que merece. Não que haja alguma coisa que possamos fazer, mas apenas não podemos achar que a fome não existe, que ela não está em nosso dia-a-dia. Não tente se enganar. A realidade dói, fato. Mas é necessário perceber o que acontece ao nosso redor.


Isabella Villanueva de Castro Ramos
2º Período Com. Social - Jornalismo

domingo, 5 de outubro de 2008

Para uma boa foto - Primeira Parte:

Nunca gostei de aulas de metologia, pelo simples fato que metodologia é organização - algo que considero simples. Explico: sou organizado, não por considerar ser esta a maneira correta de fazer as coisas, ou pelo resultado, menos ainda pelo controle envolvido no processo. A organização apenas é algo que considero o modo natural de fazer as coisas, do mesmo modo que aprender música ou jogar futebol sempre foram tarefas que para mim se apresentaram extremamente difíceis (com tempo e organização, ao menos entendi o que fazia de errado na hora de tentar aprender estas duas habilidades, melhorando um pouco meu desempenho).
Costumo dizer em sala que talento nada mais é do que uma facilidade em realizar uma determinada tarefa. Não é algo inatingível, mas, caso uma pessoa não apresente esta facilidade, a realização de um procedimento simples demanda muito esforço e persistência. Geralmente não há uma maneira correta de se realizar uma atividade, mas várias maneiras, e aquela que funciona para cada um. O que chamamos de maneiras corretas geralmente são fruto da experiência, da tentativa e erro, caminhos que pulam etapas para realizar uma atividade de maneira eficiente, ou seja, informação organizada. É aí que a metodologia vêm socorrer aqueles que não possuem a facilidade em ralizar determinada tarefa. Quando desejo entender um novo assunto tento organizar a informação. Separar as etapas de um processo, entender o motivo de cada etapa, a lógica por trás de cada atividade. Isto permite acreditar neste processo, entender porque ele é eficiente e onde podem existir falhas, realizar a tarfea de maneira mais eficiente para obter melhores resultados.
Organizar e entender a informação sobre o processo fotográfico é como ensaiar a fotografia em casa, diante de uma foto, de um livro ou do computador. Prever o que pode dar certo ou errado para que, quando for a hora de capturar a imagem, eu pise em terreno mais seguro e esteja apto a me concentrar na imagem de maneira intuitiva e encontrar novos possíveis erros.
*O conhecimento é um só e na hora do “click” ele é quase inconsciente, intuitivo. Mas para absorver este conhecimento, separamos em tópicos, organizamos os tópicos em sequência, com exemplos e práticas.
A pergunta que motiva este texto é: o que seria uma boa fotografia?
Para mim a resposta é simples, e, organizando a informação, depende de três fatores:

- do objetivo da imagem
- do olhar do fotógrafo
- e do conhecimento técnico


Daniel Oikawa Lopes
Professor Técnicas Fotográficas - Facinter

sábado, 4 de outubro de 2008

Para uma boa foto: Introdução

Aumente o zoom, não fique fora de foco e então... um click para uma boa foto.
Com publicação em duas partes, aos domingos, veja as dicas e sugestões para se tornar um profissional na fotografia.

"O bom profissional (você, em um futuro breve) não pode perder tempo tateando no escuro. Deve realizar suas tarefas de maneira eficiente, com conhecimento do mercado em que atua, conhecimento do seu público-alvo e dos procedimentos que realiza. Ao invés de opiniões pessoais, baseia seu trabalho em dados técnicos e, dentro dos limites de funcionalidade, dá asas a sua intuição e criatividade de maneira responsável e produtiva. Técnica não exclui criatividade."

Daniel Oikawa Lopes
Professor Técnicas Fotográficas - Facinter

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Resenha do livro "A aventura da reportagem"

O livro "A aventura da reportagem" funciona como um guia totalmente prático do que é a rotina diária de um repórter. Explica como funcionaas fontes, quando e porque se deve confiar nelas e como não cair em armadilhas. Tudo isso para se chegar na "melhor versão da verdade"."A melhor versão da verdade" é explicada no fato de que geralmente o repórter não é testemunha ocular nem dos fatos mais corriqueiros, porisso a checagem dos fatos é fundamental. Essa checagem ocorre com asfontes oficiais: bombeiros, policiais, acessores de imprensa, etc. E comas pessoas comuns, quem normalmente detém grande número de informações. O livro ressalta também que nenhum jornal funciona sem o repórter. Produtores, editores, redatores, são importantes, mas o repórter é fundamental. A justificativa para isso é que sem um bom produtor, derepente o jornal não vai ter um bom acabamento, mas se tiver um furo de reportagem ele vai sair mesmo assim. Já sem boas matérias, ou seja, bons repórteres, a publicação é impossível. São dois os jornalistas que narram suas desventuras pelo mundo da reportagem: Gilberto Dimenstein e Ricardo Kotscho. Gilberto Dimenstein descreve como é o trabalho no campo minado que se chama Brasília. Ele explica como funciona as fontes em off e como se proteger delas. Em Brasília os políticos usam a imprensa para botar emprática seus planos: derrubar inimigos, instaurar planos políticos, aprovar emendas, etc. Já Kotscho explica como ser o repórter do comum, do usual, da vidacotidiana e das pessoas iguais a todos. Escrever sobre o que nenhum repórter mais quer. Ouvir a fonte não-oficial.

Simone Lima
1º Período de Com. Social - Jornalismo

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eleições 2008

Em época de campanha eleitoral se vê de tudo um pouco. Esta semana, nós da M.P. recebemos por email uma lista de slogans, no mínimo, sui generis...

Com as eleições diariamente em nossas mídias, rádio, tv, panfletos e tudo o mais que nossos
・queridos・ candidatos tem a nos oferecer para ganhar votos, temos alguns que se destacam por sua criatividade, separamos alguns slogans para mostrar que nesse país tem cada um...

1 – Nome de guerra: Guilherme Bouças
Cidade: Desconhecida.
Slogan: "Não vote em malas, vote em Bouças" (vai ver ele cansou dos colegas de partido);
2 – Nome de guerra: Lingüiça
Cidade: Cotia (SP)
Slogan: "Lingüiça neles" (este cansou de levar fumo);
3 – Nome de guerra: Dinha
Cidade: Descalvado (AL)
Slogan: "Tudo pela Dinha" (essa se inspirou no carnaval);
4 – Nome de guerra: Ge
Cidade: Rio Claro (MG)
Slogan: "Não vote em A, nem em B, nem em C, na hora H vote em Gê" (ao menos ele é alfabetizado né);
5 – Nome de guerra:
Cidade: Hidrolândia (GO)
Slogan: "Não vote sentado, vote em pé" (certo ele, tem gente que vota dormindo);
6 – Nome de guerra: Lady Zu
Cidade: Piraí do Sul (Pr)
Slogan: "Aquele que dá o que promete" (ainda bem que eu não moro em Piraí);
7 – Nome de guerra: Débora Soft
Cidade: Algum buraco do Ceara
Slogan: "Vote com prazer" (essa com certeza todos vão a fundo no partido);

Agora esta nas nossas mãos escolher o futuro de nossas cidades, vote consciente, não venda seu voto, não vote em branco, faça valer a sua opinião. No dia 5 de outubro, escolha seu candidato com a certeza de que o futuro será melhor.

Allan Cristiano
1º Período de Com. Social - Jornalismo

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Depoimento de um viciado:

Em um dia destes, no caminho para a faculdade deparei-me com uma cena. Um amigo morador do meu bairro, Fernando Cesar. Um jovem, de aproximadamente 16 anos, sentado nos degraus de um edifício, estava fumando uma espécie de cigarro, enrolado em um pedaço de papel. Ele envergonhado ao me encontrar, explicou: "Irmão estou fumando um cigarro de crack". Assustei-me com o que ele falou, por ser jovem de mais e estar em um vicio terrível como este. "O que fez você chegar á tal ponto de fumar uma droga tão pesada?"
-"maninho, eu comecei fumando um cigarro de maconha. No começo era um por dia, seu efeito durava várias horas. Dia a dia fui aumentando a quantidade, 2, 3, 4... até ao ponto desta droga não fazer mais efeito. Uns colegas de rua, já usuários de crack ofereceram para experimentar, falavam que a sensação era inexplicável. De momento não aceitei, mas com o passar das horas, ao aproximar-se a madrugada, fria, resolvi aceitar. As primeiras tragadas foram como se eu viajasse para a lua. Senti-me um astronauta, eu andava e parecia que estava levitando. Minha alma tinha saído do corpo, foi uma sensação de poder. Perdi a noção das horas, e de espaço, tudo parecia ter congelado e só eu estar em movimento. O que senti quando o efeito da droga passou, tive a necessidade de procurar outra dose daquele prazer. Comecei a fumar mais e mais, até chegar a este ponto lamentável que estou hoje.
A droga tirou minha dignidade, esperança de futuro. Agora sei que ofereceram a morte e eu abracei. Hoje minha esperança de futuro... É que alguém consiga me internar em uma clínica de recuperação, que consiga segurar-me, pois já fugi de pelo menos 4... Ou, um dia destes, um traficante se injurie da minha perseguição pelo crack e coloque um fim nesta história".
Prossegui meu caminho, e pensei: o que nossos governantes têm e fazem para acabar com esta situação. Quais seus projetos e investimentos nestas áreas, até que dia precisaremos ver nossos jovens entregar-se nas mãos dos traficantes, e a mercê das drogas.Quantos precisaram perder suas vidas, e quantas famílias mais vão chorar pelos seus entes queridos, até as autoridades resolverem e tomar uma atitude?


Wagner Cordeiro de Campos
1º Período de Com. Social - Jornalismo

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Minha mãe mandou eu escolher...!

Lembro de uma música que ouvi a anos atrás. Na época era muito novo e não entendia direito o sentido dessa música.
Ela dizia mais ou menos assim: “Mundo velho está perdido, já não endireita mais, os filhos de hoje em dia já não obedecem os pais, é o começo do fim, já estou vendo os sinais, metade da mocidade estão virando marginais...”.
Bem, posso pressupor algumas coisas: primeiro, o artista sabia do que estava falando. Segundo, que a sociedade – principalmente a juventude – está, a cada dia, mostrando o quanto estamos perdendo. É jovem assassinado por díivida de droga, são famílias dizimadas por motoristas alcoolizados, são chacinas ocorrendo nos lugares mais distintos do país.
O governo tem sua parcela de culpa – grande, diga-se de passagem – mas não podemos esquecer que não são os vereadores que elegem o prefeito de nossas cidades, e nem o prefeito escolhe os vereadores. Tampouco são os deputados que colocam o presidente no mais alto cargo da política nacional.
As eleições estão chegando., sSe alguém pode mudar algo, somos nós., eE isso inclui eu, você, seus amigos, vizinhos, colegas de trabalho, enfim toda sociedade, seja ela composta por jovens, adultos, idosos, gestantes...! Lembre-se, nessa eleição, nós fazemos a diferença.

Allan Cristiano
1º Período de Com. Social - Jornalismo

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Fatores Determinantes do comportamento do consumidor feminino: O caso American Girl

Há mais de uma década, o mundo percebe e acompanha o avanço e a inserção das mulheres no mercado de trabalho e na vida social. Sabemos que hoje em dia existem vários casos, onde é a mulher o chefe da família, seja por criar seus filhos sozinhos, ou mesmo pelo fato de ocupar posições no mercado de trabalho de maior relevância e assim possui uma renda salarial superior a do homem. Isso levou ao personagem feminino a deixar de ser somente uma influenciadora nas decisões de negócios/compras e passou a ser a protagonista no que se refere à escolha e a tomada de decisões diretamente ligadas a compras particulares, domiciliares, automobilísticas e imobiliárias. Prova disso é a preocupação que algumas montadoras de automóveis estão tendo para poder, cada vez mais, agradar e chamar a atenção do perfil feminino, que se não o fizerem, como diversas empresas que não estão acompanhando essa demanda crescente atual, poderão vivenciar sérios problemas num futuro breve...
Mudanças tal que o fluxo de estratégias necessárias para se ganhar uma NASCAR correndo somente com carrinhos de mão e usando óculos de grau 11, cavalos soberanos comendo maças esverdeadas estão sempre em busca do arco-íris atrás da ponte decorrido da chuva de mangueira que o contra-regra usando calça jeans azul desbotada e camisa na cor vermelho cigano, fumando charuto chileno, assistindo Comandos em Ação ao lado da estátua de São Leopoldo, é extremamente ineficaz a ausência de matérias específicas para se produzir com perfeição um pedaço de bolo de maracujá com azeitonas azuis e pianos metálicos com sofás para se ouvir a estação de trem chegando ao porto. As bicicletas redondas com alto-falantes de 15 polegadas estão cada vez mais evoluindo para uma magnífica e estrondosa competição inter-racial de capacetes voadores. Mostardas roxas com notas angelicais de uma harpa irlandesa, às vezes, pode ser contratado por e-mail, termo tal que diz que: não se pode ouvir de baixo da água devido à quantidade de pepino colorido que está inserido à Teoria de comer Pandas mestiços no Deserto do Saara. Com o abuso de reflexos subseqüentes ao que diz respeito à extinção das borboletas andróides, ursos manetas recuperam-se da forte faixa de látex encontradas nas regiões axilares com arbustos cobertos de suco de mandioca, para se obter um micro computador de alto alcance que gramas vivas ressuscitaram do tempo dos faraós homossexuais. Isso é um grande problema que ao longo de toda nossa existência e pelos longos cabelos curtos e loiros da morena que passeia pela avenida amarela, extraterrestres que usam óculos, se preocupam em estar diretamente ligados à linha do esquadro retangular e da Igreja Pentecostal Mecânica, a fim de participar de superfícies inalcançáveis do estreito da National Geographic, e elementos químicos possuem autonomia para poder dirigir com uma perna somente, as nuvens na cor-de-rosa existentes no complexo atributo de letras que o compõe.
Por fim, destacamos a maneira como o Iron Maiden está se situando de acordo com as frutas que nascem dentro da máquina à vapor nova, simplesmente como andar de cuecas saltando de tatuagens borradas e mesas deitadas no palco da destruição iniciada pelo fabuloso Neosaldina. Com isso, é de fato que o ideal vírus que faz com que os pernilongos fiquem cada vez mais pálidos e elefantes que dormem dentro de torradeiras, passem despercebidas dos atos simbólicos que acompanha o teclado e suas idéias de mudar o mundo. A gripe da geladeira enferrujada pode e deverá ser inserida no cinto da janela que o avô do cachorro malvado comprou na alfândega, e sendo assim, concluímos que a astrologia da Kombi afeta legalmente os indícios de uma criança rastejante no piso sujo, com suas aréolas apontadas na direção nordeste, proporcionando assim, o estudo das difusões concretas que o antigo mosaico de amigos do Orkut sempre influenciou nas novas descobertas de árvores mexicanas, calças humanas e analfabetos gringos que desrespeitam o bom senso de se viver em harmonia com laranjas que escalam montanhas e despertam nosso interesse em criar tijolos de flores cobertos de brigadeiro.


Murilo B. Esmanhotto
Aluno do Curso de Turismo – Módulo de Entretenimento

sábado, 27 de setembro de 2008

A vida noturna de um Hotel

O que os profissionais da área fazem para garantir a tranquilidade dos turistas na hospedagem

São 23 horas e a maioria dos brasileiros se preparam para dormir. Exceto um grupo seleto espalhado pelo Brasil. Estes são os profissionais que trabalham em hotéis no horário noturno. São os responsáveis pelo bom andamento dos procedimentos e segurança de UH's (sigla usada pelos profissionais para Unidade Hoteleira).
Eles fazem parte da equipe de Recepção, cozinha, garçons e limpeza. Todos de olhos abertos para a garantia do bem estar e de uma hospitalidade perfeita.
"O horário não é dos melhores" diz um dos recepcionistas da rede de hotéis Slaviero, Ricardo Freias, de 25 anos de idade. O funcionário que hoje está com mais de 5 anos de casa, 3 só no período noturno diz estar acostumado com a tranquilidade do serviço.
Além de recepcionar os visitantes, Ricardo, junto com outro colega é o responsável pela conferência de todas as informações obtidas pelo hotel e auditoria.
Em meio a madrugada, onde os riscos de assaltos são maiores, a frieza vence o sono e as dezenas de pessoas que transitam pelos corredores, ajudam o tempo passar. "A melhor parte e mais gratificante, sem dúvida, é quando o relógio bate as 07 horas da manhã", afirma Ricardo que se auto-intitula um morcego da hotelaria por dormir durante o dia preparando-se para mais uma noite de recepções.

Hamilton Junior
1º Período de Com. Social - Jornalismo

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Candidatura do Brasil para sediar as Olimpíadas!!!

O Brasil tem hoje uma candidatura sólida, compacta, para ser uma sede dos jogos olímpicos. Com dinheiro federal, apoio de governantes e empresas privadas, o investimento é forte, é milionária nossa candidatura, mas um investimento tão pesado em apenas uma única cidade, a do Rio de Janeiro.
E como ficam nossas prioridades de saúde, educação e segurança? não estamos caminhando em uma contra-mão?? Ao contrário de sermos a sede, investir na base não seria melhor?
Pesquisas afirmam que para cada atleta olímpico é necessário investir em 200 atletas de base. Isso quer dizer, tirando jovens das drogas, da marginalidade, da violência. E investindo nas escolas, em centro de excelências e em nossos educadores. Com isso melhoraríamos nossa colocação no quadro de medalhas que hoje é vergonhosa se compararmos pela grandeza do Brasil, e imaginem o quanto não seria bom investido na base, quanta coisa de ruim não estaremos acabando, na formação de nossas crianças teremos muito mais atletas olímpicos, mesmo que não os tornem atletas, estaremos tirando-os da marginalidade, onde hoje estamos reféns, das drogas, da violência e dando a eles um futuro, no mínimo, digno, com esperanças de conseguir algo em seu futuro mesmo que não seja no esporte. Com isso automaticamente diminuiria a desigualdade de país e, principalmente, a violência. E ainda querem ser sede de uma olimpíada??


Guilherme L. Pereira
1º Período de Com. Social - Jornalismo

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Como "anda" nossa saúde

No dia 25 de agosto mais de 70 pessoas esperavam para serem atendidas no posto de saúde Cachoeira, localizada em Amirante Tamandaré. Esses pacientes com queixas diversas, após irem às 5 horas da manhã até a unidade para agendar a consulta, precisaram esperar mais de cinco horas até serem atendidas.
Elas agendaram consultas com o clinico geral, cardiologista e pediatra, mas às 13 horas somente o clinico geral começou a atender. Eram 17 horas e mais de 20 pessoas ainda não haviam sido atendidas. Entre esses pacientes um senhor de 72 anos que devido a um problema nos pés perdeu os movimentos das pernas ficando impedido de andar. De acordo com a filha, essa já era a sexta consulta e que o médico sempre diz que ele tem mais algum problema além dos pés, mas não solicita nenhum exame, apenas muda os medicamentos.
É assim que está a nossa saúde, mudar só depende da conscientização de cada um de nós. Todos nós temos direito a um atendimento de qualidade, mas para isso temos que perceber que o poder maior não é o do governo e sim o que está em nossas mãos, poder este que devemos saber como utilizar na hora de eleger nossos governantes.


Regiane A. da Silva
1º Período de Com. Social - Jornalismo

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Brasil um país de todos

Quantas vezes você já viu ou ouviu esse slogan?
Ora, mas quem seria esse “todos”? Seriam os presos da operação Satiagraha? Que foram presos pela Polícia Federal e liberados dias depois?
Ou seria Seu João, que foi preso acusado de roubar, apanhou dos políciais e depois de meses foi liberado porque descobriram que ele não havia cometido crime algum?
Seria aquele pai, entrevistado por uma apresentadora de programa culinário, que estava revoltado com a perda do filho, morto em uma ação polícial classificada como desastrosa.
Se é que a morte de uma criança cometida por políciais despreparados e que crivaram o carro de balas por uma suspeita, pode ser assim classificada e justificada.
Casos como esses, que comovem o Brasil e que nos trazem todos os dias a desconfiança e a descrença na polícia. Mas, afinal, de quem é o país? Como já dizia a letra da música: “Brasil, qual o teu negócio? O nome do teu sócio?” Somos mesmo um país de sócios? Onde quem tem mais ações manda em quem nada tem? E se acha no direito de fazer o que bem entende quando, como e onde quiser?
Esse país então é de quem? Do brasileiro que levanta todos os dias cedo, pega ônibus lotado, paga seus impostos e vê uma polícia despreparada e um governo desastroso? Ou dos milionários que enriquecem com desvio de dinheiro, tráfico de drogas e tudo o mais que é ilegal, e depois pagam seus advogados para conseguirem liberdade?
Fica então a pergunta que não quer calar: ? O Brasil é um país de todos?


Allan Cristiano
1º Periodo de Com. Social - Jornalismo

sábado, 6 de setembro de 2008

Filhos da Rua

Depois de um dia exaustivo de trabalho me deparo com uma cena: uma criança de uns 12 anos de idade no máximo, moradora de rua no centro de Curitiba. Fiquei por alguns segundos tentando ver o futuro que aguarda essa criança. Mas será que ela terá futuro? Ela, que desesperadamente, buscava tocos de cigarro no chão? Cenas que chocam que entristecem... Mas comover? Creio que não comove. Porque ninguém ajuda. Não estamos falando de esmola, isso não é a solução. Falo de atitudes que mudam tudo. Ou será que o dinheiro que todo dia sai de nossos bolsos é para enfeitar os cofres públicos? O frio que era insuportável até para os agasalhados imagina para uma criança faminta e sozinha? Você pode até se comover, mas voltará para sua casa e esquecerá que seu irmão clama por ajuda.


Cecília Marlym
1º Período de Com. Social - Jornalismo