"Despedida em Las Vegas" é uma uma linda história, porém, um filme triste. Se você procura diversão não o assista. Se você procura conforto para suas frustações também não o faça. A sensação de solidão só aumenta depois dele.
Assista pelo prazer de ver uma obra de arte dos mínimos aos grandes detalhes. Da música à fotografia. Do texto às interpretações. Um filme muito inspirado.
O diretor Mike Figgis adaptou roteiro do filme a partir de um livro autobiográfico do escritor John O'Brien, que se suicidou duas semanas depois que a produção do filme começou.
A história é sobre Ben e Sera, interpretados por Nicolas Cage e Elisabeth Shue. Ele é um roteirista alcoólatra que acabou de ser despedido de seu último emprego. Ela, uma prostituta que é explorada por um cafetão paranóico. O filme não fica explicando o passado dos dois. Em algum momento Ben diz " não sei se minha mulher me deixou porque eu bebia, ou eu comecei a beber porque minha mulher me deixou...". Sera não padece da Síndrome de Cinderela que outras prostitutas do cinema sofrem. Ela é o que é.
Num mundo onde a solidão é uma regra, eles são personagens que se situam à margem da sociedade aparentemente por escolha própria. Neles, a solidão é uma fuga. Se envolver é muito perigoso para Sera pela própria natureza da sua profissão. Tudo que Ben não quer é um relacionamento, pois ele vendeu tudo que podia, pegou a recisão do último emprego e decidiu beber até morrer. Literalmente.
No entanto tudo o que os dois não precisam acontece. Se encontram um no outro. Do relacionamento mais improvável surge algo de verdade, quase palpável. Quando Ben olha Sera, não é preciso dizer mais nada. Está tudo ali. Muito explícito.
A atuação de Nicolas Cage é uma afronta a outros atores. Nunca mais depois de Ben, o ator foi tão soberbo. Muito se falou sobre sua interpretação na época do lançamento do filme, em 1995. Uns disseram que ele gravou as cenas bêbado, outros que ele se filmou bêbado para saber como se comportava como tal. Não importa. É a melhor interpretação da sua carreira. E lhe valeu o Oscar de melhor ator em 1996. Elisabeth Shue poderia ter sido só uma escada para Cage neste caso. Mas passa longe disso. Sua interpretação é sutil, mas comove. É uma grande atriz que nunca fez sucesso em blockbusters, nem tanto sucesso como merecia.
De qualquer forma, assistam o filme. Vale a pena pelo espetáculo. Lindo e emocionante.
Assista pelo prazer de ver uma obra de arte dos mínimos aos grandes detalhes. Da música à fotografia. Do texto às interpretações. Um filme muito inspirado.
O diretor Mike Figgis adaptou roteiro do filme a partir de um livro autobiográfico do escritor John O'Brien, que se suicidou duas semanas depois que a produção do filme começou.
A história é sobre Ben e Sera, interpretados por Nicolas Cage e Elisabeth Shue. Ele é um roteirista alcoólatra que acabou de ser despedido de seu último emprego. Ela, uma prostituta que é explorada por um cafetão paranóico. O filme não fica explicando o passado dos dois. Em algum momento Ben diz " não sei se minha mulher me deixou porque eu bebia, ou eu comecei a beber porque minha mulher me deixou...". Sera não padece da Síndrome de Cinderela que outras prostitutas do cinema sofrem. Ela é o que é.
Num mundo onde a solidão é uma regra, eles são personagens que se situam à margem da sociedade aparentemente por escolha própria. Neles, a solidão é uma fuga. Se envolver é muito perigoso para Sera pela própria natureza da sua profissão. Tudo que Ben não quer é um relacionamento, pois ele vendeu tudo que podia, pegou a recisão do último emprego e decidiu beber até morrer. Literalmente.
No entanto tudo o que os dois não precisam acontece. Se encontram um no outro. Do relacionamento mais improvável surge algo de verdade, quase palpável. Quando Ben olha Sera, não é preciso dizer mais nada. Está tudo ali. Muito explícito.
A atuação de Nicolas Cage é uma afronta a outros atores. Nunca mais depois de Ben, o ator foi tão soberbo. Muito se falou sobre sua interpretação na época do lançamento do filme, em 1995. Uns disseram que ele gravou as cenas bêbado, outros que ele se filmou bêbado para saber como se comportava como tal. Não importa. É a melhor interpretação da sua carreira. E lhe valeu o Oscar de melhor ator em 1996. Elisabeth Shue poderia ter sido só uma escada para Cage neste caso. Mas passa longe disso. Sua interpretação é sutil, mas comove. É uma grande atriz que nunca fez sucesso em blockbusters, nem tanto sucesso como merecia.
De qualquer forma, assistam o filme. Vale a pena pelo espetáculo. Lindo e emocionante.
Simone Lima
Estudante de Com. Social - Jornalismo