Quantas vezes você já viu ou ouviu esse slogan?
Ora, mas quem seria esse “todos”? Seriam os presos da operação Satiagraha? Que foram presos pela Polícia Federal e liberados dias depois?
Ou seria Seu João, que foi preso acusado de roubar, apanhou dos políciais e depois de meses foi liberado porque descobriram que ele não havia cometido crime algum?
Seria aquele pai, entrevistado por uma apresentadora de programa culinário, que estava revoltado com a perda do filho, morto em uma ação polícial classificada como desastrosa.
Se é que a morte de uma criança cometida por políciais despreparados e que crivaram o carro de balas por uma suspeita, pode ser assim classificada e justificada.
Casos como esses, que comovem o Brasil e que nos trazem todos os dias a desconfiança e a descrença na polícia. Mas, afinal, de quem é o país? Como já dizia a letra da música: “Brasil, qual o teu negócio? O nome do teu sócio?” Somos mesmo um país de sócios? Onde quem tem mais ações manda em quem nada tem? E se acha no direito de fazer o que bem entende quando, como e onde quiser?
Esse país então é de quem? Do brasileiro que levanta todos os dias cedo, pega ônibus lotado, paga seus impostos e vê uma polícia despreparada e um governo desastroso? Ou dos milionários que enriquecem com desvio de dinheiro, tráfico de drogas e tudo o mais que é ilegal, e depois pagam seus advogados para conseguirem liberdade?
Fica então a pergunta que não quer calar: ? O Brasil é um país de todos?
Allan Cristiano
1º Periodo de Com. Social - Jornalismo
terça-feira, 16 de setembro de 2008
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