Quem ainda não se deparou com as propagandas da prostituição afixadas nos telefones públicos da cidade? Pelo menos para aqueles que se utilizam deste serviço, fatalmente haverá o contato com a “publicidade do sexo”. A imagem é um veículo indispensável na sociedade atual e, como tal, também é fonte de informação, assim, o mercado do sexo local aposta alto no “business” da imagem para atrair consumidores, na maioria homens, para o produto sexual. Apesar do foco ser em um nicho de clientela específica, bem como da restrita área de atuação, o que se percebe nessas propagandas são técnicas, até certo ponto arrojadas, buscando em pequenas imagens delinear a qualidade dos serviços prestados, do produto e logicamente, o sigilo na utilização que é sua característica primordial. Para aqueles que não estão familiarizados ainda com a propaganda explícita restritas aos “orelhões”, cabe a insatisfação de se utilizar do aparelho eventualmente sem deixar de notar as protuberantes partes femininas colocadas em destaque.
A obscenidade é, sem dúvida, a parte mais constrangedora dessa propaganda. A necessidade, muitas vezes, impede a pessoa de escolher qual aparelho utilizar, se é que isso é possível principalmente no centro da cidade. É raro quem não comente e desaprove tal medida imposta pelos exploradores sexuais ou gigolôs ou cafetões que, por trás deste comércio, desprezam valores, limites e necessidade de manutenção dos bons costumes. Da ilegalidade de tais propagandas não é preciso falar, pois é notório que elas abusam da liberdade de expressão e apontam para a perversão e libidinagem. Num país em que cotidianamente se vê e se ouve nos veículos de comunicação casos de pedofilia e abusos sexuais das mais diversas formas, como por exemplo, a história da menina de Recife-Pr, de nove anos, que teve a gravidez – fruto de um estupro - interrompida por autorização judicial, a limitação e a exposição deste tipo de propaganda deveriam ser alvos de mais atenção por parte das autoridades. É inegável que a banalização da sexualidade é também um combustível que move as desordens comportamentais e estimula, até certo ponto, abusos dos mais variados. Enfim, quando precisar utilizar um telefone público tente se manter alheio ao bombardeio desse tipo de propaganda.
A obscenidade é, sem dúvida, a parte mais constrangedora dessa propaganda. A necessidade, muitas vezes, impede a pessoa de escolher qual aparelho utilizar, se é que isso é possível principalmente no centro da cidade. É raro quem não comente e desaprove tal medida imposta pelos exploradores sexuais ou gigolôs ou cafetões que, por trás deste comércio, desprezam valores, limites e necessidade de manutenção dos bons costumes. Da ilegalidade de tais propagandas não é preciso falar, pois é notório que elas abusam da liberdade de expressão e apontam para a perversão e libidinagem. Num país em que cotidianamente se vê e se ouve nos veículos de comunicação casos de pedofilia e abusos sexuais das mais diversas formas, como por exemplo, a história da menina de Recife-Pr, de nove anos, que teve a gravidez – fruto de um estupro - interrompida por autorização judicial, a limitação e a exposição deste tipo de propaganda deveriam ser alvos de mais atenção por parte das autoridades. É inegável que a banalização da sexualidade é também um combustível que move as desordens comportamentais e estimula, até certo ponto, abusos dos mais variados. Enfim, quando precisar utilizar um telefone público tente se manter alheio ao bombardeio desse tipo de propaganda.
Ezequiel Schukes Quister
Estudante de Com. Social - Jornalismo
Foto: Hamilton Junior
Estudante de Com. Social - Jornalismo