Editorial

O MINHA PUBLICAÇÃO é um veículo que nasceu por iniciativa da turma de jornalismo da Facinter 2008/2. Ele tem como propósito levar a todos os que têm o prazer de escrever e o instinto jornalístico a possibilidade de publicar suas matérias e fotos. Os colaboradores são todos os alunos do curso de Comunicação Social da Facinter: publicidade, propaganda e marketing, produção editorial e jornalismo. Comunicadores podem escrever e solicitar a publicação das suas matérias pelo email: minhapublicacao@yahoo.com.br . Participe!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Artigo: Trânsito

O que temos que passar para continuar sendo uma capital com conceito de "bem estruturada"? A cada dia que passa podemos ver visivelmente o quebra- quebra de asfaltos e o surgimento de novos desvios. Nota-se, por exemplo, que na Marechal Floriano Peixoto alguns ônibus praticamente andam em "zig zag". O que nos faz pensar na possibilidade de mais agilidade e rapidez se transforma em um pesadelo brutal, principalmente em horários de pico.
Há muito não se viam obras em grande quantidade espalhadas em Curitiba. A linha verde que está por vir, teêm como tendência uma estrutura maior e um trânsito mais eficaz. Mas o que temos que passar para um futuro promissor em que possamos dizer uns aos outros as qualidades do "monumento rodoviário"? São horas dentro de veículos onde não se sabe ao certo, onde será o próximo desvio.
Há tantos entulhos, que é impossível ver algo arrumado, mesmo que por mais que se adiantem os dias.
A bagunça é o único adjetivo possível no momento para tal assunto. E a pergunta que podemos fazer é: "Precisava quebrar tudo de uma vez só?"

Hamilton Junior
1º Período de Com. Social - Jornalismo

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

No ônibus... Histórias do cotidiano

Andar de ônibus é, no mínimo, uma forma de poder construir crônicas divertidas. O ambiente rico em humanidade pode servir de estudos interessantes. Nesses quatro meses de idas e vindas de ônibus vi e ouvi cenas fabulosas, que qualquer roteirista mediano poderia transformar numa mini-novela a partir só da pontinha de fatos que se percebem no coletivo.
Uma das cenas interessantes que retrata bem a relação entre homem e mulher aconteceu esses dias.Coisa comum, como chuva em Curitiba.

A menina no telefone:
- Tia, casei. É, tia, ele foi lá pra casa nesse final de semana. Sim, sim, juntou todas as coisas e foi. Decidiu, né? Até que enfim. Claro, mas acho que agora vai dar certo. Ele disse que estava com medo... É... Mas está lá em casa. Hoje até vou levar umas roupas dele para consertar. Por que a fulana, pelo jeito, não cuidava desses detalhes...Hein? Nem tenho idéia de como ela ficou. Mas, pelo menos ele resolveu essa situação, né? É, preciso fazer um almoço pra você e pro tio irem lá em casa...

O ônibus, lotado, ouvindo, interessado, a conversa mostrava rostos que iam do feliz para o indignado. Uma senhora, pela testa franzida, pelo jeito pensava: “nunca vi como alguém consegue ficar tão feliz com um casamento... Ah, se ela soubesse...”
Um outro senhor dava uma risadinha sarcástica pensando, talvez, no rapaz que acabava de se mudar: “aposto que trocou uma de 50 por essa de 25... Boa troca.”
Um rapaz engravatado fingiu que continuava ouvindo seu mp3... Mas no fundo ele estava é prestando atenção no papo da moça, tentando, com o olhar, dar uma conferida nos atributos da nova casada. Acho que ele pensava: “humm, vale a pena.”
Havia ainda uma senhora indignada. Respirava e fungava, com intenção de fazer barulho, de maneira forte. Devia estar pensando: “que absurdo. Deve ter tomado o marido de outra pessoa”.

A verdade é que nenhum de nós soube ao certo quem era a tal mulher “abandonada”. Podia ser a mãe ou uma ex. Também não soubemos a idade do moço – quem disse que ele era mais velho? Podia ser um rapazote, não? A única certeza que todos tínhamos é que a moça estava realmente feliz com a nova vida. E pronto. Todos seguiram com as suas.

Nivea Bona
Profesora Jornal Impresso - Facinter

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Artigo: Meio Ambiente

Muito se fala sobre o meio ambiente.
Que temos que preservar a natureza e tudo mais.
Os rios e mares estão poluidos, o mundo e todos que habitam nele correm sério riscos de vida.
O que fazer para amenizar essa situação?
Em primeiro lugar descobriu-se que quase tudo que produzimos ou consumimos, polui o meio ambiente, plasticos e derivados de petróleo, tudo que é preciso derrubar árvores, (se houver reflorestamento).
Agora estamos correndo contra o tempo, destruímos e agora queremos reconstruir. Como fazer com que as pessoas se conscientizem que consumismo indevido é prejudicial ao meio ambiente?
Para que separem o lixo, troquem sacolas de plásticos para as de papel ou tecido, se derrubar árvores e fazer o reflorestamento e assim por diante.
Penso de maneira otimista, que se começar a nos reeducar e por ser primordial à natureza, podemos sim, amenizar este caos.
É bom parar e pensar que não estamos falando em árvores, peixes, mas sim da humanidade no planeta.

Karla Marques
1º Período de Com. Social - Jornalismo

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Artigo: Trânsito

Em todas as grandes cidades, capitais ou não, deparamo-nos com o problema do trânsito caótico. É quase que uma epidemia. Nossa Curitiba, cidade sorriso e "modelo" de urbanismo, também não poderia deixar de participar desta moda. Transitar neste campo de obras que hoje se encontra a cidade, não é tarefa das mais simples. Em horários normais está complicado, mas se você tiver a sorte de pegar o seu "possante" e sair em horário de pico, não importa o seu estado de espírito, você irá se irritar.
Irritação e sensação de impotência: você poderá deparar-se com uma fila que parece brotar do nada. Motoqueiros malucos que fazem das ruas locais para os mais irresponsáveis rachas, crianças em idade escolar vendendo todo o tipo de guloseima, e você ali, precisando chegar na faculdade para aquela aula importantíssima de jornalismo, de mãos atadas, ou melhor, de marchas atadas, esperando a fila andar.
Após 30 minutos naquela quadra, você sente um alívio e pensa, agora vai! Ledo engano! Pois ao contornar aquela esquina, você encontra um bi-articulado que até ontem não passava por ali. "São as obras, as melhorias", diriam os urbanistas responsáveis. Decerto é algo que irá ( esperamos ) melhorar o trânsito. Mas até lá o negócio é ter prudência, muita paciência e, como disse outrora nossa ex-ministra do turismo, "relaxar e gozar".

Carlos Eduardo de Andrade
1º Período de Com. Social - Jornalismo

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Largaram os bets?

O Atlético enfrentava o lanterna do campeonato, todos os outros times ajudavam o falecido CAP, mas eis que na plenitude da incompetência, no auge da mediocridade, no supra sumo da prática de vôlei ( Rafael Moura para o ataque da seleção de Bernardinho ), o CAP, com toda a sua torcida ajudando, estrutura e história, garantiu sua vaga na G4 ( os quatro mais gozados na temporada ) para o ano de 2009.
Não conheço nada sobre justiça desportiva, tampouco sobre demissões de atletas. Mas Rafael Moura, vulgo He-Man ( era para ser herói, mas parecia o Gorpo, um fantasma em campo que quando tocava na bola, fazia trapalhada ), devia ser mandado embora por justa causa, visto o lance bizarro neste jogo importantíssimo para o CAP realizado no Joaquim Américo, somado a outras "grandes" atuações na temporada.
Diz-se de um time como o CAP, um grupo de profissionais. Ganham salários polpudos, têm regalias e não precisam falar nada além do bom e velho futebolês:"A equipe se esforçou, mas acabamos tomando um gol (um?) de bobeira, mas agora é erguer a cabeça e pensar no próximo adversário que blá blá blá . . ."
Fácil, né? Porém não é fácil torcer para esses energúmenos destruidores do futebol-arte. A torcida vai, empurra, agita e grita aos quatro cantos seu amor e apoio ao time, mas o mesmo perde e não faz nada. Não cria nada, não tem jogada ensaiada, não tem conjunto, e ainda por cima têm estrelinhas que criam "um ambiente conturbado" e fazem das palavras do incompetente Bob Fernandes, cria da realidade: Com este time estamos na segunda divisão.
Por que profissionais, ao menor sintoma de pressão, tornam-se tão passivos e irritadiços? Estão perdendo e em vez de jogar mais, mesclam ao futebol a truculência, o destempero, a ignorância, e pioram o que já está periclitante? Isso é ser profissional?
Digo-te não! Digo-te não, indivíduos que compõem o elenco do Clube Atlético Paranaense. Vocês (nem todos) participaram de um momento bonito de quebra de recorde de vitórias, tempos não tão idos, mas mesmo tendo os salários em dia conseguiram deixar que o pior acontecesse ao CAP. Sim, a segunda divisão está logo ali, e nossa tabela é deveras complicada até o término do campeonato.
Não acredito mais em vocês, com o olhar da razão, vejo o Atlético na segunda divisão, fato este que não irá diminuir o meu amor ao Rubro Negro.
Para não cair, somente se o Julião da Caveira já estivesse eleito e fizesse uma lei que impedisse nossa anunciada queda. Em tempo pretérito, o treinador disse faltar testosterona aos jogadores do Atlético. Parece que ele tinha razão. Aos jogadores, o desafio de fazer à todos queimarem a língua, inclusive eu , que não mais acredito no atual Clube Patético Paranaense.
A camisa Rubro Negra, só se veste por amor.

Carlos Eduardo de Andrade
1º Período de Com. Social - Jornalismo

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Modelo de Pauta

Em visita às lojas que desfilam suas marcas nas semanas de moda mais importantes do Brasil e do mundo, como a São Paulo Fashion Week e a Semana de moda de Milão , as tendências mostram um deja-vú do que foi o verão e inverno mais recentes , mas com algumas peculiaridades.
Entre elas estão a fase hippie dos anos 70 , técnicas de tecelagem como o tie-die e o ombré , o batique (desenhos étnicos), florais, listras , babados ,e patchwork (mistura de diferentes materiais numa mesma peça). As calças ganham diferentes modelagens , como as pantalonas , cintura alta , as de modelagem mais ajustada e as calças “boca-de-sino”, que também são referência dos anos 70.
No entanto,estas tendências não repercutiram com grande intensidade nas coleções de marcas curitibanas , como a Arad , do designer Roberto Arad , pois elas buscam mostrar aos consumidores certa independência em relação às tendências.
Podemos acrescentar à matéria mais informações sobre as tendências destas marcas e as de marcas que têm origem em outras cidades , como São Paulo e Rio de Janeiro.


Entrevista com Roberto Arad , da marca Arad:
Você tem influências de outras marcas (tanto nacionais quanto internacionais) para a criação de coleções da Arad?

Como você reage às tendências de outros lugares , como São Paulo e Rio de Janeiro?Isto também influencia na sua marca?

Poderia citar algumas características de suas últimas coleções?

Também temos outras opções de marcas curitibanas que seguem o mesmo estilo alternativo , como a Nayp e a multimarcas Nonsense , que vende somente roupas de designers curitibanos.
Endereços: Arad – Av. Vicente Machado 664 – Batel (tel. 3023 9180)
robertoarad@robertoarad.com.br falar com Roberto (proprietário e designer).
Nayp – Shopping Omar Comendador Araújo , 268 – centro , Curitiba (tel. 3308 0370).


Rodrigo dos Santos Custodio
1º Período de Com. Social - Jornalismo

domingo, 12 de outubro de 2008

Para uma boa foto: Segunda Parte

Um leitor afoito pode estar balançando a cabeça, contrariando a explicação que nem ao menos começou, para dizer como a fotografia deve ser algo espontâneo. Ou pode ainda argumentar que a técnica e a metodologia podem aprisionar a criatividade. Nada mais romântico. A metodologia estabelece as regras para que a criatividade seja produtiva, gerando resultados que atendam a necessidade do próprio criador. Lembro de um texto lido durante uma palestra, no qual o professor comenta que a criatividade sem limites é como uma rolha flutuando no mar, no qual as enormes forças envolvidas se anulam. A rolha é algo pequeno e leve perto do mar que parece quase infinito, entretanto, todo movimento das ondas é incapaz de mover um objeto tão insignificante na direção desejada (a suposta rolha só se movimenta graças às correntes marítimas).
O público pode se dar ao luxo de achar que uma foto é boa sem saber o motivo, mas não o profissional da comunicação. Este deve ter plena consciência do efeito que deseja causar no espectador, de qual imagem pode conseguir este efeito, e de como obter esta imagem com máxima qualidade. Ou seja: objetivo, olhar e técnica.
(O que vem a seguir não é um questionário que deve ser respondido por extenso, apenas tópicos que os profissionais devem levar em consideração antes de cada criação. Deve ser algo natural, inerente a um processo eficaz de um profissional maduro.)
Por “objetivo” entendemos:
Qual é a proposta? Existe um tema? Como vamos abordá-lo: de maneira positiva, negativa, direta, indireta?
Para qual mercado se destina? É uma campanha publicitária, fotojornalismo investigativo, cobertura de evento, exposição de arte, álbum de família, proposta acadêmica?
Como esta foto será apresentada: impressa ou no monitor? A foto será apresentada isolada ou em conjunto com outras imagens, ou ainda, fará parte da diagramação de alguma peça? Se fizer parte de uma diagramação, qual o papel dela na peça final?
A quem a foto se destina? Quem é o público-alvo, qual seu repertório cultural, seus gostos e expectativas?
Para o profissional de comunicação, desconhecer estes detalhes antes de começar a criação é como, para um jogador de futebol, de olhos vendados chutar a bola do meio de campo ao gol, sem saber a direção correta. Acertar depende mais do acaso do que da sua habilidade.
Pelo “olhar do fotógrafo” entendemos a pré-visualização da imagem: sua criação quando se trata de uma imagem produzida, ou o recorte proposto pelo fotógrafo em uma cena que está diante dos olhos de todos. Este olhar vai imaginar ou encontrar uma boa imagem, mas seu conceito do que é bom depende muito do seu próprio repertório visual e entendimento das expectativas do seu público-alvo, ou seja, da sua maturidade profissional. O caminho para adquirir esta maturidade é a análise de imagens, estudos de casos e do trabalho de grandes fotógrafos (cada qual em sua área).
Já “conhecimento técnico” significa saber atingir o resultado imaginado ou a cena vista, da maneira que se deseja. Simples observação da luz da cena e operação correta dos equipamentos. Este é o tópico mais curto, mas o que demanda mais estudo, principalmente por ser o mais ignorado devido à visão romântica que muitos possuem do nosso mercado de trabalho.
Não há uma fórmula única e universal. Cada caso deve ser analisado levando em conta os fatores citados, e todos os elementos estão subordinados ao OBJETIVO da imagem, por uma simples regra: COERÊNCIA entre todas as etapas, em consonância com o objetivo final. Cada fotógrafo deve encontrar seu caminho através de muito trabalho e estudo. Escolher uma foto por critérios pessoais e não técnicos é um ato ingênuo, ineficiente e arrogante. Como dito em sala, dispam-se de qualquer orgulho e vaidade, estudem e pratiquem à exaustão. Não existem atalhos.


Daniel Oikawa Lopes
Professor Técnicas Fotográficas - Facinter

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Fome

Alguns dizem que a fome começou na década de 80. Já outros, como eu, acreditam que este fenômeno existe há muito tempo. Bom, para um país que em 1983 estava em 4º lugar na exportação mundial de alimentos, pode-se dizer que estar na 6ª posição no “campeonato” da desnutrição nos anos 80, era uma coisa não esperada em tamanha grandeza, não é? Muitas desculpas podem ser arranjadas para tal situação na época, como por exemplo: a temperatura da época, o sistema político, o êxodo rural, o desemprego, o preço dos alimentos, as crises cíclicas, econômicas ou sociais. Hoje em dia podemos culpar não só estas citadas acima, como também a queda do dólar, o euro, e as outras moedas em si como culpadas. Não existe dinheiro para comida, mas para a tecnologia e para os políticos existe? São algumas coisas que realmente, são inaceitáveis. É inexplicável, sem motivo ou nexo.
Talvez eu esteja sendo cruel com o Brasil, ou que até mesmo esteja infeliz com o país que eu vivo. Fale-me do programa Fome Zero, e eu responderei que já foram criados antes, programas com o mesmo intuito, como o Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS, criado em 1940); o II Programa Nacional de Alimentação e Nutrição (PRONAN II, aplicado em 1976), entre outros. Eles serviram para alguma coisa? Sem sombra de dúvidas. Tais programas foram descritos como compensatórios, verticais e centralizados à nível federal. Admito que nos últimos anos, tal crueldade tem melhorado, devido à implantação do programa citado acima (fome zero), para ajudar famílias que passam necessidades em nosso país. Mas de que ele adianta, se muitos dos que morrem por fome, não possuem um teto para viver? De que adianta fazer uma cobertura jornalística a uma entrega de cestas básicas para milhões de pessoas em determinada região do Brasil, se quem realmente precisa dessas cestas básicas que estão sendo entregues, nem televisão tem? Não querendo desmerecer a quem já recebeu esta ajuda, acredito e espero que todos estejam vivendo muito melhor do que viviam antes.
De 1986 em diante, a fome passou a ser considerada como expressão mais nefasta do estado de insegurança alimentar. O que nós podemos pensar? É necessária a conscientização de que este “pequeno” problema vai além do que podemos enxergar, e não foi tratada ainda com a amplitude que merece. Não que haja alguma coisa que possamos fazer, mas apenas não podemos achar que a fome não existe, que ela não está em nosso dia-a-dia. Não tente se enganar. A realidade dói, fato. Mas é necessário perceber o que acontece ao nosso redor.


Isabella Villanueva de Castro Ramos
2º Período Com. Social - Jornalismo

domingo, 5 de outubro de 2008

Para uma boa foto - Primeira Parte:

Nunca gostei de aulas de metologia, pelo simples fato que metodologia é organização - algo que considero simples. Explico: sou organizado, não por considerar ser esta a maneira correta de fazer as coisas, ou pelo resultado, menos ainda pelo controle envolvido no processo. A organização apenas é algo que considero o modo natural de fazer as coisas, do mesmo modo que aprender música ou jogar futebol sempre foram tarefas que para mim se apresentaram extremamente difíceis (com tempo e organização, ao menos entendi o que fazia de errado na hora de tentar aprender estas duas habilidades, melhorando um pouco meu desempenho).
Costumo dizer em sala que talento nada mais é do que uma facilidade em realizar uma determinada tarefa. Não é algo inatingível, mas, caso uma pessoa não apresente esta facilidade, a realização de um procedimento simples demanda muito esforço e persistência. Geralmente não há uma maneira correta de se realizar uma atividade, mas várias maneiras, e aquela que funciona para cada um. O que chamamos de maneiras corretas geralmente são fruto da experiência, da tentativa e erro, caminhos que pulam etapas para realizar uma atividade de maneira eficiente, ou seja, informação organizada. É aí que a metodologia vêm socorrer aqueles que não possuem a facilidade em ralizar determinada tarefa. Quando desejo entender um novo assunto tento organizar a informação. Separar as etapas de um processo, entender o motivo de cada etapa, a lógica por trás de cada atividade. Isto permite acreditar neste processo, entender porque ele é eficiente e onde podem existir falhas, realizar a tarfea de maneira mais eficiente para obter melhores resultados.
Organizar e entender a informação sobre o processo fotográfico é como ensaiar a fotografia em casa, diante de uma foto, de um livro ou do computador. Prever o que pode dar certo ou errado para que, quando for a hora de capturar a imagem, eu pise em terreno mais seguro e esteja apto a me concentrar na imagem de maneira intuitiva e encontrar novos possíveis erros.
*O conhecimento é um só e na hora do “click” ele é quase inconsciente, intuitivo. Mas para absorver este conhecimento, separamos em tópicos, organizamos os tópicos em sequência, com exemplos e práticas.
A pergunta que motiva este texto é: o que seria uma boa fotografia?
Para mim a resposta é simples, e, organizando a informação, depende de três fatores:

- do objetivo da imagem
- do olhar do fotógrafo
- e do conhecimento técnico


Daniel Oikawa Lopes
Professor Técnicas Fotográficas - Facinter

sábado, 4 de outubro de 2008

Para uma boa foto: Introdução

Aumente o zoom, não fique fora de foco e então... um click para uma boa foto.
Com publicação em duas partes, aos domingos, veja as dicas e sugestões para se tornar um profissional na fotografia.

"O bom profissional (você, em um futuro breve) não pode perder tempo tateando no escuro. Deve realizar suas tarefas de maneira eficiente, com conhecimento do mercado em que atua, conhecimento do seu público-alvo e dos procedimentos que realiza. Ao invés de opiniões pessoais, baseia seu trabalho em dados técnicos e, dentro dos limites de funcionalidade, dá asas a sua intuição e criatividade de maneira responsável e produtiva. Técnica não exclui criatividade."

Daniel Oikawa Lopes
Professor Técnicas Fotográficas - Facinter

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Resenha do livro "A aventura da reportagem"

O livro "A aventura da reportagem" funciona como um guia totalmente prático do que é a rotina diária de um repórter. Explica como funcionaas fontes, quando e porque se deve confiar nelas e como não cair em armadilhas. Tudo isso para se chegar na "melhor versão da verdade"."A melhor versão da verdade" é explicada no fato de que geralmente o repórter não é testemunha ocular nem dos fatos mais corriqueiros, porisso a checagem dos fatos é fundamental. Essa checagem ocorre com asfontes oficiais: bombeiros, policiais, acessores de imprensa, etc. E comas pessoas comuns, quem normalmente detém grande número de informações. O livro ressalta também que nenhum jornal funciona sem o repórter. Produtores, editores, redatores, são importantes, mas o repórter é fundamental. A justificativa para isso é que sem um bom produtor, derepente o jornal não vai ter um bom acabamento, mas se tiver um furo de reportagem ele vai sair mesmo assim. Já sem boas matérias, ou seja, bons repórteres, a publicação é impossível. São dois os jornalistas que narram suas desventuras pelo mundo da reportagem: Gilberto Dimenstein e Ricardo Kotscho. Gilberto Dimenstein descreve como é o trabalho no campo minado que se chama Brasília. Ele explica como funciona as fontes em off e como se proteger delas. Em Brasília os políticos usam a imprensa para botar emprática seus planos: derrubar inimigos, instaurar planos políticos, aprovar emendas, etc. Já Kotscho explica como ser o repórter do comum, do usual, da vidacotidiana e das pessoas iguais a todos. Escrever sobre o que nenhum repórter mais quer. Ouvir a fonte não-oficial.

Simone Lima
1º Período de Com. Social - Jornalismo

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eleições 2008

Em época de campanha eleitoral se vê de tudo um pouco. Esta semana, nós da M.P. recebemos por email uma lista de slogans, no mínimo, sui generis...

Com as eleições diariamente em nossas mídias, rádio, tv, panfletos e tudo o mais que nossos
・queridos・ candidatos tem a nos oferecer para ganhar votos, temos alguns que se destacam por sua criatividade, separamos alguns slogans para mostrar que nesse país tem cada um...

1 – Nome de guerra: Guilherme Bouças
Cidade: Desconhecida.
Slogan: "Não vote em malas, vote em Bouças" (vai ver ele cansou dos colegas de partido);
2 – Nome de guerra: Lingüiça
Cidade: Cotia (SP)
Slogan: "Lingüiça neles" (este cansou de levar fumo);
3 – Nome de guerra: Dinha
Cidade: Descalvado (AL)
Slogan: "Tudo pela Dinha" (essa se inspirou no carnaval);
4 – Nome de guerra: Ge
Cidade: Rio Claro (MG)
Slogan: "Não vote em A, nem em B, nem em C, na hora H vote em Gê" (ao menos ele é alfabetizado né);
5 – Nome de guerra:
Cidade: Hidrolândia (GO)
Slogan: "Não vote sentado, vote em pé" (certo ele, tem gente que vota dormindo);
6 – Nome de guerra: Lady Zu
Cidade: Piraí do Sul (Pr)
Slogan: "Aquele que dá o que promete" (ainda bem que eu não moro em Piraí);
7 – Nome de guerra: Débora Soft
Cidade: Algum buraco do Ceara
Slogan: "Vote com prazer" (essa com certeza todos vão a fundo no partido);

Agora esta nas nossas mãos escolher o futuro de nossas cidades, vote consciente, não venda seu voto, não vote em branco, faça valer a sua opinião. No dia 5 de outubro, escolha seu candidato com a certeza de que o futuro será melhor.

Allan Cristiano
1º Período de Com. Social - Jornalismo

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Depoimento de um viciado:

Em um dia destes, no caminho para a faculdade deparei-me com uma cena. Um amigo morador do meu bairro, Fernando Cesar. Um jovem, de aproximadamente 16 anos, sentado nos degraus de um edifício, estava fumando uma espécie de cigarro, enrolado em um pedaço de papel. Ele envergonhado ao me encontrar, explicou: "Irmão estou fumando um cigarro de crack". Assustei-me com o que ele falou, por ser jovem de mais e estar em um vicio terrível como este. "O que fez você chegar á tal ponto de fumar uma droga tão pesada?"
-"maninho, eu comecei fumando um cigarro de maconha. No começo era um por dia, seu efeito durava várias horas. Dia a dia fui aumentando a quantidade, 2, 3, 4... até ao ponto desta droga não fazer mais efeito. Uns colegas de rua, já usuários de crack ofereceram para experimentar, falavam que a sensação era inexplicável. De momento não aceitei, mas com o passar das horas, ao aproximar-se a madrugada, fria, resolvi aceitar. As primeiras tragadas foram como se eu viajasse para a lua. Senti-me um astronauta, eu andava e parecia que estava levitando. Minha alma tinha saído do corpo, foi uma sensação de poder. Perdi a noção das horas, e de espaço, tudo parecia ter congelado e só eu estar em movimento. O que senti quando o efeito da droga passou, tive a necessidade de procurar outra dose daquele prazer. Comecei a fumar mais e mais, até chegar a este ponto lamentável que estou hoje.
A droga tirou minha dignidade, esperança de futuro. Agora sei que ofereceram a morte e eu abracei. Hoje minha esperança de futuro... É que alguém consiga me internar em uma clínica de recuperação, que consiga segurar-me, pois já fugi de pelo menos 4... Ou, um dia destes, um traficante se injurie da minha perseguição pelo crack e coloque um fim nesta história".
Prossegui meu caminho, e pensei: o que nossos governantes têm e fazem para acabar com esta situação. Quais seus projetos e investimentos nestas áreas, até que dia precisaremos ver nossos jovens entregar-se nas mãos dos traficantes, e a mercê das drogas.Quantos precisaram perder suas vidas, e quantas famílias mais vão chorar pelos seus entes queridos, até as autoridades resolverem e tomar uma atitude?


Wagner Cordeiro de Campos
1º Período de Com. Social - Jornalismo