Editorial

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Crítica de Cinema

Entre Lençóis
Dia 05 de dezembro estreou no Brasil o filme "Entre lençóis" do diretor colombiano Gustavo Nieto Roa, estrelado por Reinaldo Gianecchini e Paola de Oliveira.
No filme eles interpretam Roberto e Paula, que são dois jovens que se conhecem numa boate e resolvem se "dar de presente" uma noite inspirada em um motel. Ela porque vai se casar no dia seguinte. Ele porque está em crise no casamento.
A única coisa que vale a pena no filme são as cenas de sexo. São muito bem feitas. Na verdade, o diretor soube tirar proveito daquilo que lhe era mais caro: os corpos dos atores.
De resto tudo são clichês. O roteiro é de novela das oito. Os diálogos são piegas e sentimentalóides. Os personagens são perfeitos demais pra ser verdade. Roberto é lindo, romântico, sincero, bem sucedido e bom de cama. Paula é gostosa, bem educada, moderninha e moça de familia. Difícil de engolir.
Não existe nada no filme que a dupla de atores não tenha vivido na televisão. Com excessão, da tão discutida nudez do filme.
Essa discussão veio a tona quando o ator Pedro Cardoso fez um discurso contra a nudez em uma premiação. Segundo ele, a nudez em filmes e na tv é usada para atrair um público alvo não interessado na arte exatamente, e na maioria das vezes é gratuíta.
Nesse caso, a nudez dos atores é necessária, pois sem ela não existiria filme. Sem ela ninguém iria até o cinema, pagar uma entrada relativamente cara para assistir o que se pode ver na tv. Sem nudez, o filme é pobre, quase miserável. Não tem nenhum problema ver dois lindos corpos se atracando em uma hora e meia. Inclusive tem striptease para todos os gostos. Mas tudo isso caberia num especial de fim de ano da Globo, ou sendo mais econômico, num clipe da MTV.
Simone Lima
Estudante de Com. Social - Jornalismo