Editorial

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Violência contra a mulher

Segundo o Superintendente Edson Divonsir Soares da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Curitiba, existem vários tipos de violência contra a mulher. Além da lesão corporal, que é a agressão física, como socos, pontapés, bofetões,á outros. Têm também o estupro ou violência carnal, sendo considerado atentado contra o pudor de pessoa de outro sexo, por meio de força física. Existem também aquelas que não deixam marcas físicas, como as ofensas verbais e morais, que causam dores, que superam a dor física. Humilhações, torturas, abandono, etc.
Mas ele afirma que as mais freqüentes são as físicas e as de ameaças. A violência contra a mulher não é restrita, não escolhe raça, idade ou condição social. A grande diferença é que entre as mulheres de uma classe social mais elevada, elas acabam se calando contra a violência recebida. “Normalmente a denúncia ocorre depois de algumas agressões, elas esperam acontecer várias vezes para então fazer a denúncia” conta Dinvonsir. A mulher deve procurar a DDM nos casos de crimes previstos na Lei Maria da Penha que são aqueles de ameaças, violência sexual e agressões.
Na Delegacia de Defesa da Mulher de Curitiba, são feitas em média de 30 a 40 denúncias diárias, o que o Superintendente considera um volume alto levando em consideração que é atendida apenas a Região de Curitiba. As regiões Metropolitanas são atendidas pelas Delegacias locais.
Chegando à Delegacia, a vítima deve fazer o Boletim de Ocorrência e se houver lesões corporais é solicitado um exame de corpo delito, junta-se um laudo que é encaminhado a Justiça que decide pela condenação do agressor ou não. Se ele for preso em flagrante fica detido aguardando pela decisão da Justiça.As penas variam de três meses a três anos dependendo do caso.
O Superintendente ainda explica que em casos mais graves, as mulheres e filhos, se for o caso, são encaminhados para casas de auxílio.
Em Curitiba existem a Casa de Maria e o Centro de Referência, assim como o FAS Fundação de Ação Social que também oferece alguns recursos. Estes lugares não são divulgados, nem endereço e nem telefone, para manter as vítimas em total segurança. Para este encaminhamento é necessário que se faça a denúncia de agressão e a própria DDM faz o encaminhamento. Elas ficarão neste abrigo em um prazo de 90 dias aproximadamente até que possam se restabelecer. As instituições não possuem vínculo com a polícia, apenas dão assistência a quem precisa.
Na opinião do Superintendente, o mais difícil a estas mulheres para recomeçar a vida é a questão financeira, porque muitas delas têm uma dependência muito grande, filhos, moram em casa de aluguel e dependem da parcela ou da totalidade do salário do marido.
Com a prisão ou separação elas ficam fragilizadas economicamente.
“A gente observa isso quando as mulheres vêm fazer o B.O. Muitas delas trazendo seus filhos por não terem onde deixar. Podemos perceber um grande transtorno nas vítimas” conta Divonsir.
A DDM de Curitiba foi fundada em 04 de novembro de 1985 pela resolução 289/25 e fica localizada na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 480 – Centro.
Fone: 41 – 3219 8600
Michele Cordeiro
1º Período de Com. Social - Jornalismo