Editorial

O MINHA PUBLICAÇÃO é um veículo que nasceu por iniciativa da turma de jornalismo da Facinter 2008/2. Ele tem como propósito levar a todos os que têm o prazer de escrever e o instinto jornalístico a possibilidade de publicar suas matérias e fotos. Os colaboradores são todos os alunos do curso de Comunicação Social da Facinter: publicidade, propaganda e marketing, produção editorial e jornalismo. Comunicadores podem escrever e solicitar a publicação das suas matérias pelo email: minhapublicacao@yahoo.com.br . Participe!

domingo, 26 de abril de 2009

Conto: Defuntinha

Às vezes, coisas para lá de estranhas acontecem na vida das pessoas. Quando a mãe de Marquinhos avisou que estava grávida de uma menina, ele passou a sonhar com a irmã.- Mas vê se pode! A bichinha nem nasceu! - ria a tia cada vez que o menino descrevia os devaneios.
Em seus sonhos, não via a irmã como um bebezinho. Já era crescida, moça, traços fortes e olhos cor de mel. E não apenas se viam, como também conversavam.- Me conta alguma coisa sobre a vida. - perguntou ela, em certa ocasião.
- Eu não sei muita coisa sobre a vida.
- É claro que não. Você é só um menino. – disse, se desmanchando numa linda risada.- E você, que nem nasceu ainda?Eram sonhos realmente absurdos. A mãe não se importava com a imaginação do menino. Toda vez que perguntava a ele sobre a filha que ainda nem nascera, as notícias eram sempre as melhores. Era uma menina linda, sorridente...- E que nome colocará nela, mamãe?- Eu não sei ainda. – e, num gesto de zombaria, sugeriu - Por que não pergunta para ela?E foi o que ele fez. No sonho, ela disse que gostaria de chamar-se Mel.- Como seus olhos. - sorriu Marquinhos.No dia seguinte contou a mãe.- Mel? Eu não sei...estava pensando em Débora, ou...- É, você que sabe. - lamentou Marquinhos - É o desejo dela. Acho que ela tem o direito de escolher o nome que vai ter pelo resto da vida.A mãe ponderou e resolveu aceitar. Logo, toda a família já se referia ao bebê como Mel. A mulher também passou a se interessar mais pelos sonhos do filho. Afinal, eram tão bonitos...Chegou uma noite que Marquinhos sonhou pela última vez com a irmã. Era o mesmo prado de sempre e um corria em direção ao outro. Geralmente ela o recebia com a mais intensa alegria, mas não desta vez. Seus olhos estavam tristes e vazios.- O que você tem?Ela não respondeu. Foi andando para trás, com um sorriso triste e esquisito. Sumiu na paisagem depois de um último aceno.- A bolsa rompeu!O pai de Marquinhos levou às pressas a esposa para o hospital. Era o grande dia, finalmente. O dia de Mel chegar ao mundo.Marquinhos estava em casa com a avó. Ansioso, contava os minutos para os pais chegarem com sua nova irmãzinha. Queria ver se ela, apesar de tão novinha, já tinha aqueles olhos tão cativantes e o sorriso mais lindo que pode existir.Ele não entendeu nada quando os pais entraram em casa com os olhos secos de tanto chorarem. Só foi entender mais tarde, quando tentaram explicar:
- O bebê nasceu morto.Nasceu morto.
Era estranho demais, não fazia sentido.
Lembrou do seu último sonho com a irmã, aquele aceno de despedida. Era tudo muito esquisito, e queria entender por que algumas coisas acontecem.Mas ele era só um menino, e ainda tinha muito a aprender sobre as coisas doidas da vida.
Diego Gianni
Estudante de Com. Social - Jornalismo

domingo, 19 de abril de 2009

Conto: A síndrome de Caetano Veloso

Sei que você deve estar se perguntando:

“%$#& Diego, que &*%$# é essa de síndrome de Caetano Veloso”?

Eu explico:
O portador da síndrome de Caetano Veloso tem a capacidade de terminar todas as frases com “ou não”.
O coitado fala, fala, fala meia hora, e termina dizendo “ou não”, confundindo a cabeça dos ouvintes.
Alguns exemplos tristes e graves dos portadores da Síndrome de Caetano Veloso:

“Eu só saio com mulher. Ou não.”
Ronaldo “fenômeno”

“Tudo é relativo. Ou não.”
Albert Einstein

“Eu voltarei. Ou não.”
Padre dos balões

“A verborréia da hemorragia incessante que corrói até o âmago da latente deturpação massiva e ácida dos jargões compulsivos, latentes e pecaminosos da revolução francesa refletida numa inferioridade sub consciente e extremosa nos remete as mais adjacentes protuberâncias nocivas e ilícitas e quase que sempre estrutural. Ou não.”
Rui Barbosa

Entendido?
Esta é a triste realidade dos portadores da síndrome de Caetano Veloso.
Um fato: quase todas as mulheres são portadoras da síndrome de Caetano Veloso. As mulheres são mestres na arte de confundir os homens, por isso adoram terminar suas frases ardilosas com “ou não”.

“Eu vou dar pra você. Ou não.”
“Eu te amo. Ou não.”
“Sim, você pode me ligar. Ou não.”

É por isso que inauguro aqui a...

“Campanha de suporte aos portadores da síndrome de Caetano Veloso!”

Se você se sensibilizou de alguma maneira com esse texto, por favor, faça a sua contribuição.
O número da minha conta:

Branestado
Ag. 55555555555
Conta 5555 Dig. 5

Colabore você também! A vida é uma só, você não pode perder a oportunidade de ajudar ao próximo!
A vida é muito curta para ser desperdiçada! Numa hora você está aqui, e na outra...sei lá, uns balões o levam pro céu e você nunca mais volta.
Nenhum centavo da campanha ficará comigo. Sou o cara mais honesto do mundo.
Ou não.
Diego Gianni
Estudante de Com. Social - Jornalismo

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Artigo: Visita a um Templo da Arte

O grande fato é que ninguém nasce sabendo. Como diz o ditado popular, todo mundo nasce banguela, careca e pelado. Até o grande arquiteto Oscar Niemeyer.
Nada como sair de casa no meio do feriado em um sábado ensolarado, enfrentar poucas filas de carros no trânsito e ir rumo a um dos maiores e mais importantes Museus de Arte Contemporânea do Brasil e América Latina. Há que ache programa de índio, como há quem diga que índio é aquele que não contempla a arte.
Na verdade, não é necessária nem se quer a entrada no Museu Oscar Niemeyer para visualizar as grandes obras ali exposta. O próprio lugar já pode ser considerado uma obra prima e batizado com o nome do autor, um mestre da arquitetura.
De complexo a complexo, a arte que toma conta dos nossos olhos mostra um lado quase nunca visto por nós próprios, a contemporaneidade. Os nomes não muito falados no dia a dia como: Bruno Giorgi, Emanuel de Araújo, Francisco Brennand estão em destaque no espaço privilegiado que também leva o sobrenome do gênio e audacioso arquiteto como “Espaço Niemeyer”. Nomes tão pouco falados más de grande importância na arte brasileira. É a partir dessa visita que podemos observar os grandes trabalhos dos grandes artistas.
A visita acaba sendo magnificamente significante, como um aprendizado à história da arte e à vida. Niemeyer soube e muito através de seu projeto mais audacioso transpassar esses valores à sociedade.
Ao ir embora, nos da à sensação de que algo nos observa com um desejo de que retornemos ao local. E se olharmos para trás, veremos que quem nos observa é o olhos do próprio museu.
Hamilton Junior
Estudante de Com. Social - Jornalismo
Foto: Museu Oscar Niemeyer (http://www.pr.gov.br/mon/)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Conto: Babel

Imagine se fosse possível colocar em uma só mesa todas as pessoas do mundo. Todas, sem exceções. Não apenas embaixadores, diplomatas e chefes de estado, mas também a dona Maricota que trabalha como ajudante de auxiliar de secretária em Goiânia e o tiozinho da pipoca em uma das esquinas de Amsterdã.
Em meio a balburdia de bilhões de vozes e gestos, alguém joga no ar a questão mais importante da utópica reunião:
- O que nós fazemos com o mundo?
Sim, porque não dá mais. Nosso tão lindo planetinha, cada vez menos azul, já não agüenta levar nas costas nós, os humanos.
Nós poluímos como nenhum outro animal seria capaz até de conceber. Matamos por esporte e com crueldade premeditada. Roubamos os sonhos das outras pessoas. Colocamos rédeas e vendas uns nos outros. Somos a única espécie que enjaula as outras espécies – incluindo a nossa mesma.
Claro, este é o lado ruim da coisa. Também sabemos ser lindos, pacíficos, benevolentes. Não apenas sabemos o que é o amor, como escrevemos poemas sobre ele. Entendemos o que é a vida e a morte, apesar de não sabermos nem o que veio antes e muito menos o que virá depois. Sabemos chorar, de alegria e de tristeza. Perdoar? É complicado, mas também somos capazes de fazer. Pensamos em Deus. Damos nomes às estrelas. Damos nomes a coisas que desconhecemos. Sonhamos, a maior parte do tempo com os olhos abertos.
Ainda assim, a pergunta incomoda:
- O que nós fazemos com o mundo?
Talvez seja a única pergunta capaz de silenciar uma reunião de tal magnitude. Bilhões de vozes se calam, porque simplesmente ninguém sabe o que dizer.
Respostas, há muitas. Envolvem conceitos, preconceitos, ideologias, cultura... Seria arrogância presumir que a verdade tem uma única face.
Mas basta de filosofar. Já que ninguém abriu a boca para falar, resolveram abrir a boca para comer. Comida não faltou nessa reunião, visto o alto número de celebridades presentes. Num dos pontos da mesa, um garoto da Etiópia olha fascinado para uma travessa com lagostas. Ele simplesmente não entende o que está vendo. Sorri meio assustado.
- O que nós fazemos com o mundo?
O alvoroço ganha a mesa novamente, vira uma Torre de Babel, cada qual com seu idioma e gíria querendo tecer a melhor opinião sobre o que fazer para tratar melhor este mundo.
É inútil. É simplesmente inútil. Depois de horas arrastadas sem ninguém chegar a lugar algum, alguém dá um murro na mesa e explode:
- A conta, por favor!
Alguns descarados ficaram para o cafezinho. O garoto da Etiópia ainda não havia conseguido tocar nas lagostas, tamanho era o seu fascínio por elas.
Diego Gianni
Estudante de Com. Social - Jornalismo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Artigo: Tempos Bons

Passou o tempo em que os "tremendões" mandavam nos meios de comunicaçãos, muitos locutores com suas vozes aveludas e envoltas com estrondosos e alguns muitas vezes naturais efeitos graves!Pois é passou! No entanto, lembro-me que esses profissionais do rádio antigo, em minha opinião, pareciam ter um pouco mais de qualidade no trabalho que exerciam. Ou seria que o vozeirão ajudava? Lembro-me que as programações das rádios eram mais sérias, e também tinha o seu toque de entretenimento, mas tudo com a dosagem certa. O que não deixava a rádio tão boba e nem tão rude! Tempos bons esses... Era tão bom fazer o Feind Manual, fechar um canal e abrir o outro, nas antigas mesas, e ficar pronto já pra soltar a cartucheira ou Vinil ou o aparelho de cd e até mesmo o Top Typer!Eu só tenho 30 anos...Mas tive a felicidade de trabalhar em rádio antes da era digital!E quero dizer que era muito gostoso... Parece que a gente trabalhava mais! Ficávamos mais ligados nos afazeres!Talvez eu até gostaria de ter aquele "vozeirão" que muitos que passaram pelo rádio tiveram. No entanto sou feliz com a humilde voz que Deus me deu,e agradeço a ele pela qualidade profissional que me capacitou a adquirir a ser...sabe amigo leitor...hoje em dia é a junção do útil ao agradável.
Marcio Nato
Estudante de Com. Social - Jornalismo

sexta-feira, 10 de abril de 2009

15 anos sem Kurt Cobain

No dia 05 de abril de 1994, há exatos 15 anos, os fãs do rock ficaram órfãos com a morte de Kurt Donald Cobain, que aos 27 anos tirou sua própria vida com um tiro na boca, acabando assim sua curta, mas intensa vida. Foi encontrado morto em sua casa, três dias depois, por um funcionário que ia fazer uma limpeza no local. Ao lado de seu corpo foi encontrada uma carta de suicídio que ele escreveu pouco antes de se matar.
Kurt desde pequeno gostava de música. Começou a tocar aos 14 anos quando ganhou uma guitarra de um tio como presente de aniversário. Influenciado pelo punk rock, começou a compor e a pensar em ser um msico. O Nirvana começou em 1987 quando Kurt e Kris Novoselic (baixista) resolveram formar uma banda. Eles já se conheciam no colégio onde estudavam. Alguns anos depois o Nirvana e a cidade de Seattle, em Washington foram tomados pelo sucesso da banda atraindo as atenções no mundo inteiro, após o lançamento do segundo CD, Nevermind.
Desde criança, Kurt sofreu com a depressão, começando com a separação dos pais quando ele tinha nove anos e também por ter que morar de tempos em tempos na casa de pessoas diferentes. SWua mãe casou de volta e ele não se dava bem com seu padrasto. Na adolescência ele não trabalhava e também não fazia nada, por isso ele foi expulso de casa e chegou a morar algum tempo na rua. Nessa época começou a usar drogas e ficou viciado em heroína, o que ajudou a piorar sua depressão. Kurt não teve cabeça para enfrentar o sucesso, que veio muito rápido. Ele não gostava de ser taxado de rock star e de porta-voz de uma geração. Por isso resolveu queimar-se de uma vez em vez de se apagar aos poucos.
Pedro Mello Junior
Estudande de Com. Social - Jornalismo
Foto: http://www.eset.com

terça-feira, 7 de abril de 2009

Conto: Sinto saudades de conversar com Deus

Sinto saudades de conversar com Deus.
Como sentir saudades de algo que não se pode ver e nem ouvir?
Não é difícil.
A maior parte de nós ouve falar pela primeira vez de Deus durante a infância. É quando ouvimos falar em “papai do céu”.
Então, na hora de dormir, fechamos os olhos e agradecemos, às vezes pedimos. Tudo com a ingenuidade das crianças, algo que sem saber, iremos perder pelo caminho.
Então crescemos, e o nome “Deus” se torna algo mais forte, mais profundo, mais inexplicável. Você passa a questionar muitas coisas, mas logo entende que a fé se trata justamente de você acreditar em algo que não se pode provar, mas mesmo assim você crê.
Sem ver. Sem ouvir.
Não importa.
Deus está lá.
A maioria das pessoas busca Deus através da religião, o que é compreensível. Vivemos sem saber por que estamos aqui, como tudo começou ou vai acabar.
Ainda não entendemos a morte.
Isso assusta.
No meio da imensa ignorância dos homens, ajuda saber que existe uma verdade maior por trás de tudo isso, alguém que se importa com nossos sonhos e nos dá força para enfrentar os medos.
Eu tentei algumas vezes, mas nunca esbarrei com Deus dentro de algum templo ou igreja. Acho que é diferente para cada um de nós.
Nunca enxerguei Deus dentro de livros escritos pelos homens, pois homens, por melhores que sejam, são sujeitos a falhas como qualquer ser humano.
A bondade de poucos acaba sendo deturpada por muitos e Deus se transforma em algo, acredito eu, muito diferente do que realmente significa.
Deus não está em dinheiro, esmolas, falsas doações e sacrifícios. Ele está em cada gesto verdadeiro de amor e em coisas que vão muito além da nossa compreensão.
Ele sempre será um mistério.
Minha fé nada tem de inabalável. É difícil você falar sobre fé num mundo onde todos o condenam se você discorda dos dogmas criados pelos homens que usam o nome de Deus em benefício próprio.
Quem são os homens para se dizerem criaturas soberanas?
Não respeito os dogmas.
Respeito a fé sincera dos humildes.
Respeito a pureza das crianças.
Respeito o perdão, o arrependimento e a sinceridade dos pecados.
Respeito a forma humana de Cristo, o que o torna mais lindo ainda.
Respeito aqueles que se importam com o próximo e não vieram ao mundo apenas a passeio, sejam eles religiosos ou ateus.
Claro, pode ser que eu esteja errado. Mas tudo bem, errar é o que nós homens mais sabemos fazer.
Faz muito tempo que não converso com Deus, como se ele fosse um daqueles amigos que vamos deixando de telefonar para dar notícias, mas sabemos que ele está lá.
Já não fecho os olhos antes de dormir rezando para um “papai do céu”...mas as vezes, de noite, quando me sinto mais sozinho olhando para as estrelas, quase sempre penso nele.
Penso sobre sonhos, medos, pessoas e o que vai ser da minha vida no dia seguinte.
Eu sei que existo, mas será que o mundo precisa de mim?
Penso em tudo isso, mas também penso muito em Deus.
E sinto muita falta das nossas conversas.
Diego Gianni
Estudante de Com. Social - Jornalismo

domingo, 5 de abril de 2009

ACP e Casem lançam projeto de combate as drogas

Quanto vale um minuto de prazer? Para alguns, custa pouco, para outros, muito dinheiro, já para outros, a dignidade, o nome, a vida.A invasão das drogas na sociedade vem de forma arrasadora nas últimas décadas. Arrasando sonhos, separando famílias, apagando futuros. Um furacão que proporciona inúmeros agentes financiadores e três vezes mais, os consumidores.
No último dia 03 de abril em Curitiba foi realizada a Apresentação da Campanha “Perdeu”. A iniciativa que veio do CASEM - Conselho de Ação e Sustentabilidade Empresarial foi apoiada pela ACP - Associação Comercial do Paraná.A apresentação da campanha que durou cerca de 1 hora foi presidida por Avani Slomp (Presidente da ACP) e Marilda Précoma (Vice-presidente do CASEM e Coordenadora do projeto) contou com cerca de 20 participantes entre eles representantes de veículos de comunicação e conselheiros do projeto. Segundo Marilda Précoma do CASEM, “o intuito é de hoje divulgar que, com as drogas a pessoa perde a vida, mas futuramente queremos divulgar que pessoas ganharam a vida com a utilização dos serviços do projeto”.
O projeto foi criado com o objetivo de divulgar os pontos de tratamento e ajuda a usuários de drogas. Secretarias como a de antidrogas e de saúde (municipal e estadual) estão apoiando o projeto além de fotógrafos, modelos, atores e instituições como Positivo e RPC – Rede Paranaense de Comunicação na confecção de fliers e divulgação em diversos meios de comunicação em massa.
Os serviços 0800 e o site (ainda em construção) estão sendo tratados como um serviço importante e por isso, possuem uma comunicação inteligente e imprescindível. “Essa era a proposta”, afirma Marilda Précoma.
As peças da campanha possuem um forte apelo ao combate ao uso de drogas e mostra como elas prejudicam as pessoas. Como próximas etapas, Marilda afirma que serão dadas ênfases a tópicos como prevenção e tratamento.
Hamilton Junior
Estudante de Com. Social - Jornalismo

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Conto: Estrelas Amarelas

Foi como um sonho estranho...Vocês tinham que ter visto!Todo mundo estava lá, caminhando. Até mesmo aquela senhora chata da loja de sapatos da esquina. Até ela andava com a gente. Eu não entendia aquelas caras feias. Juro que não entendia. Nós eramos tantos, o que podia dar errado?E as estrelas! É o que mais me lembro desses dias! Todos nós carregávamos estrelas nos braços, estrelas amarelas. Papai me dizia que aquele era o meu amuleto da sorte. E parecia mesmo ser um dia de muita sorte. Eu estava cansada de tanto andar e papai me pegou no colo. Ficou olhando para os lados, com medo. É, dava pra ver que ele estava com muito medo, mas eu não sabia bem do quê. Na hora eu pensei que era porque eu tinha que ser uma menina corajosa. Tinha outras crianças lá, acho que tão curiosas quanto eu. Eu tinha muitas perguntas, mas papai me mandava ficar em silêncio. Mas, então, por que aqueles homens não paravam de berrar? Eles, os homens sem estrelas. No lugar das estrelas, havia aranhas.Aranhas negras.Eu jamais trocaria uma estrela por uma aranha. Quem faria uma tolice dessas?Não tive muito tempo pra pensar. Chegamos nos trens e eu dei um riso de alegria, porque nunca tinha andado num trem antes. Papai me apertou no peito, como se alguém fosse me roubar. E me roubaram mesmo, apesar de parecer mentira. Fui colocada no mesmo vagão que mamãe. Isso me aborreceu, pois com todo o respeito, mamãe sempre foi uma resmungona das mais chatas. O trem era mágico, só podia ser. Não tinha como caber todas aquelas estrelas num espaço tão pequeno.Mas coube! Juro que coube!E depois de muito tempo, nem sei quanto, nós chegamos num lugar cheio daqueles homens que carregavam aranhas nos ombros. Eu vi papai saindo do vagão e corri até ele, mas um homem me empurrou para o chão e gritou comigo. Eu chorei e ele gritou mais ainda. Mandou que eu fosse tomar um banho junto com os outros. Eu achava que depois disso ele ia me deixar ver papai. Fui para o chuveiro com outras crianças e muita gente velha. Foi estranho quando trancaram a porta.Não havia água! Acredita nisso?Lembro que sumi no meio da fumaça e fui subindo cada vez mais, voando sem direção. Olhei para baixo e vi papai trabalhando. Quanto orgulho eu tinha dele!Vim parar no meio das nuvens, eu e um montão de outras estrelas amarelas. Ainda não sei como, mas aqui estou eu. Continuamos caminhando, mas acho que agora para um lugar melhor. Deve ser. Não vi mais o medo nos olhos de ninguém."Minha estrela". Era assim que papai me chamava. A vida é mesmo muito engraçada.
Diego Gianni
Estudante de Com. Social - Jornalismo

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Artigo: Auto-falante humanos

Quem, nessa cidade de Curitiba, já não se deparou com a infeliz situação de encontrar alguém com um aparelho de som com auto-falante estourando no último volume nos ônibus? Principalmente aos domingos nos “Vermelhões”, quando as passagens são mais baratas. A maioria dos incômodos passageiros é adolescente, mas existem exceções revoltantes, é uma situação realmente perturbadora.
Que isso é falta de respeito, é óbvio, mas, além disso, é um tremendo descaso com os outros cidadãos que utilizam o transporte público. Por mais que agrade uma ou outra pessoa ao lado, ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas que o outro. Cada um é um ser único. É revoltante ter que ouvir as mesmas músicas que outra pessoa. O pior é que se você toma alguma atitude, por mais sutil que seja, ainda corre risco de apanhar. É um absurdo!
Meu irmão queria dar uma “voadora” em todas as pessoas que fazem isso. Já eu acho que só uns bons gritos e sermões já fazem algum efeito, mas gostaria de aderir à campanha da minha colega e doar um fone de ouvido a cada um desses indivíduos, com o apoio da prefeitura, é claro.
Minha amiga contou que passou por uma situação em que nem conseguia ouvir os próprios fones de ouvido de tão alto que estava o volume do aparelho de uma mulher acompanhada de sua filha pequena. Que horror! E essa menina, que belo exemplo vai ter, não?!
Isabelle Hundsdorfer
Estudante de Com. Social - Jornalismo