Antiga loja de Angélica, agora com portas fechadas
Crise mundial afeta pequenos empreendedores no ramo comercial
Não basta a capacidade, qualificação e a vontade de trabalhar. É preciso saber também aonde “se pisa” no mercado de trabalho. Assim acontece com vários trabalhadores que, mesmo qualificados e dispostos aos desafios de diversas profissões, se deparam com novas dificuldades por causa da crise mundial.
Angélica Moura, 30 anos, é um exemplo de como a crise afetou o ramo de trabalho dela. Ex-proprietária de uma loja de revenda de automóveis semi-novos, acreditava na prosperidade de sua empreitada. “O sonho de ser dona de meu negócio fez com que eu investisse na minha loja, contratei funcionários e me arrisquei em financiamentos para estabilizar meu comércio em pouco tempo.”, comenta a empresária. Com a queda das vendas, Angélica se viu obrigada a baixar as portas do seu antigo comércio temporariamente para não acumular mais dívidas. “É duro, tive que dispensar funcionários, pois já não podia pagar mais os salários e as contas estavam aumentando, até meu carro tive que vender”, afirma ela, que hoje trabalha na área de vendas de telefonia em uma empresa de grande porte. Angélica Moura, agora assalariada, encontrou assim a garantia de pagamento no final do mês. “O renda é abaixo do que pretendia faturar em minha loja, mas pelo menos tenho a garantia do valor que receberei e assim posso planejar minhas contas e quem sabe no futuro reabrir minha loja”.
A busca por emprego estável não é de hoje. Fazer parte do quadro de funcionários de uma empresa de sucesso, é a busca de profissionais dos mais variados setores.
Mas como as empresas de grande porte estão enfrentando a crise? Eloi Mano Dellani, contabilista da empresa de automotores Volvo, explica quais foram as meditas tomadas para enfrentar a crise: “aqui na nossa empresa, tivemos que reduzir a carga horária de trabalho e aplicar feri as para alguns funcionários. A crise abalou nossas vendas, mas, pela força de nossa empresa, esperamos não precisar demitir funcionários pelos próximos meses”, comenta o economista com otimismo.
Segundo o sociólogo e professor universitário do grupo Uninter/PR, Doacir Quadros, a crise mundial de certa forma iria atingir o Brasil. Mesmo as empresas multinacionais estabelecidas no exterior como França, Estados Unidos e Alemanha, as decisões para redução de custos e da linha de produção iria contribuir com índice de desemprego aqui em Curitiba. Basta ter uma de suas filiais, montadoras, prestadoras de serviço etc.
Para driblar o desemprego, uma das saídas ainda sim seria o que é denominado empreendedorismo por necessidade. Ou seja, a pessoa passa a ter renda a partir do seu próprio negócio. Isto tem servido como saída para ex-funcionários de diversos países tanto na Europa quanto na América Latina, afirma Doacir.
Angélica Moura, 30 anos, é um exemplo de como a crise afetou o ramo de trabalho dela. Ex-proprietária de uma loja de revenda de automóveis semi-novos, acreditava na prosperidade de sua empreitada. “O sonho de ser dona de meu negócio fez com que eu investisse na minha loja, contratei funcionários e me arrisquei em financiamentos para estabilizar meu comércio em pouco tempo.”, comenta a empresária. Com a queda das vendas, Angélica se viu obrigada a baixar as portas do seu antigo comércio temporariamente para não acumular mais dívidas. “É duro, tive que dispensar funcionários, pois já não podia pagar mais os salários e as contas estavam aumentando, até meu carro tive que vender”, afirma ela, que hoje trabalha na área de vendas de telefonia em uma empresa de grande porte. Angélica Moura, agora assalariada, encontrou assim a garantia de pagamento no final do mês. “O renda é abaixo do que pretendia faturar em minha loja, mas pelo menos tenho a garantia do valor que receberei e assim posso planejar minhas contas e quem sabe no futuro reabrir minha loja”.
A busca por emprego estável não é de hoje. Fazer parte do quadro de funcionários de uma empresa de sucesso, é a busca de profissionais dos mais variados setores.
Mas como as empresas de grande porte estão enfrentando a crise? Eloi Mano Dellani, contabilista da empresa de automotores Volvo, explica quais foram as meditas tomadas para enfrentar a crise: “aqui na nossa empresa, tivemos que reduzir a carga horária de trabalho e aplicar feri as para alguns funcionários. A crise abalou nossas vendas, mas, pela força de nossa empresa, esperamos não precisar demitir funcionários pelos próximos meses”, comenta o economista com otimismo.
Segundo o sociólogo e professor universitário do grupo Uninter/PR, Doacir Quadros, a crise mundial de certa forma iria atingir o Brasil. Mesmo as empresas multinacionais estabelecidas no exterior como França, Estados Unidos e Alemanha, as decisões para redução de custos e da linha de produção iria contribuir com índice de desemprego aqui em Curitiba. Basta ter uma de suas filiais, montadoras, prestadoras de serviço etc.
Para driblar o desemprego, uma das saídas ainda sim seria o que é denominado empreendedorismo por necessidade. Ou seja, a pessoa passa a ter renda a partir do seu próprio negócio. Isto tem servido como saída para ex-funcionários de diversos países tanto na Europa quanto na América Latina, afirma Doacir.
Hamilton Junior / Rodrigo Brito
Estudantes de Com. Social - Jornalismo