Editorial

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Conto:

Plano Perfeito
Madrugada, tudo estava planejado e revisto; o carro abastecido, a cópia das chaves roubadas da casa, a arma com silenciador essa não deveria ser usada, tinha que parecer acidental. Tudo certo, era só começar.
Ela dirigiu pelas ruas da cidade com muita calma, tudo estava sob controle. No caminho teve tempo de repassar cada passo do plano, levando em consideração todas as possibilidades. Estava tranqüila, sua única preocupação era que tivesse mais alguém na casa, afinal, ela não precisava de mais vítimas, o alvo era só um.
Chegando à casa observou que seu alvo estava só. Abriu a porta com muito cuidado, não podia fazer barulho. Subiu as escadas devagar e chegou ao quarto. Viu que a vítima estava dormindo, tudo como previsto.
Então, em silêncio montou a armadilha, algo muito simples, um acidente que poderia acontecer com qualquer pessoa. Primeiro, desligou a chave de luz, depois com a ajuda de uma lanterna de luz mínima, se posicionou no corredor próximo a escada, que era escorregadia e muito perigosa.
Pegou seu celular e ligou para a casa da vítima. Com isso ela teria que se levantar, pois os telefones ficavam na sala e na cozinha, ambos no andar inferior. O único problema seria se o alvo não acordasse, mas ela tentou não pensar nisso e então ligou.
A vítima acordou, levantou-se e tentou acender a luz, em vão. Como o telefone não parava de tocar, decidiu tatear as paredes para chegar até ele, afinal era sua casa, a conhecia muito bem. Ao chegar à escada sentiu um empurrão. Estava escuro e a escada, além de não ter corrimão, era de um piso muito liso. Aconteceu a queda. O planejado aconteceu: o pé pisou inseguro na ponta da escada, escorregou e a vítima rolou 15 degraus abaixo.
Com auxílio da sua lanterna, ela certificou-se de que a vítima estava imóvel. Desceu as escadas, verificou o pulso da vítima e saiu. Fora da casa já em seu carro, no meio da estrada, ela pode, enfim, respirar, e ter a certeza de que aquela mulher jamais afetaria sua vida novamente
Patricia Strogenski
Estudante de Com. Social - Jornalismo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Esporte:

O mundo moderno da F1
Um complexo moderno. Esse talvez será o mais novo pupilo da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).
Abu Dhabi, Emirados Árabes, entra como uma das sedes para um Grande Prêmio de Fórmula 1 com grande estilo. Pode-se dizer que o circuito de Yas Marina será mais um centro de lazer, com hotel, um museu da Ferrari, prédios comerciais e residenciais, pista de kart, além de um surpreendente parque temático da Warner Bros. Isso mostra a grandeza da obra da Abu Dhabi Motorsports Management (ADMM), empresa responsável pelo GP.
O sheik Mansour bin Zayed Al-Nahyan, fundador da ADMM que também é dono do clube inglês Manchester City, vêm sendo o responsável pela obra que têm como destaque o hotel que, com a mesma tecnologia usada no Estádio alemão do Bayern de Munique, terá a fachada hotel mudando de cor.
O circuito é rápido onde, na parte mais veloz, poderá ser atingida uma velocidade superior a 315 km/h. Terá ainda 21 curvas em seus 5,5km de cumprimento.
Essa é uma prova de que o bilionário árabe não pensa somente em futebol. A única prova que não temos é dos valores que a ADMM vêm investindo no empreendimento que ainda está em construção, mas está confirmada para sediar a última prova da categoria mais famosa do automobilismo.
O direito de fechar com chave de ouro as temporadas de F1 agora é um privilégio dos árabes que são mais que merecedores pelo desenvolvimento das melhorias quanto à modernidade no mundo automobilístico, como o novo circuito. Para garantir esse sucesso, mais de 4 mil homens trabalham na obra que vem sendo realizada desde 2007 e que estará pronta bem antes da data da corrida, dia 01 de novembro.
O GP de Yas Ysland ocorrerá em uma ilha com cerca de 161 hectares de área total, local que dará um brilho extra com certeza ao evento da F1.
Hamilton Junior
Estudante de Com. Social - Jornalismo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Artigo:

Manter a luz é preciso
Além de romancista de mão-cheia, consagrado internacionalmente ou contador de histórias, como preferia designar-se, “fascinado pelas pessoas e pelos problemas humanos”, lido e aclamado em vários idiomas, Erico Veríssimo era um homem de posições definidas e corajosas (sem que coragem, no caso, se confundisse com valentia, tão proprias dos pampas riograndenses), consciente e participante, cujo a voz anotou o prof. Sergio Gonzaga, “independente dos livros que escrevia, ecoava por toda a Nação”. E, numa época que ainda exixtia esquerda e direita, ousou atacar as duas. Em defesa da democracia e da liberdade de expressão. Exatamente quando essas duas instituições eram palavras malditas, abominadas pelo poder dominante e banidas do vocabulário brasileiro os anos de chumbo da ditadura militar. Contava Erico Verríssimo que esse negócio de liberdade fazia-lhe lembrar sempre de um episódio de sua infância, na terra natal: “Quando menino, fui chamado a segurar uma lâmpada, enquanto um soldado operava um pobre-diabo que tinha sido ‘carneado’ pela policia municipal. Ele estava horrivelmente ferido, apareciam-lhe os intestinos e tinha o rosto todo retalhado. Eu sentia medo e náusea, más não larguei a lâmpada. Ach que a nossa tarefa, como escritor, é esta: com medo ou não, segurar a lâmpada acesa para deixar que apareçam as injustiças do mundo”. E acentuava: “Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, no último caso, risquemos fósforos repentidamente, como um sinal de que não desertamos de nosso posto”.
Esse era Erico. Assim também deveria ser os nossos jornalistas. Com náuseas ou com medo, deveriam sustentar acesa a luz que desnuda aos olhos da população os vendilhões da pátria, os falsos defensores do povo e a caterva que esta sempre pronta para assumir o poder, custe o que custar.
Eu, pelo menos, modestamente, tenho procurado fazer isso, gastando meus palitos de fósforos como me é possível. Sem medo, mas com muita náusea, confesso. Por isso, sempre tive Erico Veríssimo como um exemplo. De competência profissional, de dignidade, de inttegridade e de coragem pessoal, além, sobretudo, de coerência: um destemido soldado na defesa dos direitos humanos e da liberdade de pensamentos e da ação, com acentuado sentimento de justiça e repugnância pela violência e por qualquer tipo de tirania ou totalitarismo.
Ele, aliás, tinha apenas um receio confessado: de perder a capacidade de indignação e cair na resignada aceitação.
“Não quero ser indiferente”, frisava, acrescentando: “Dentro de mim ouço sempre o meu grito de indignação. Quando choro pelo outro, sei que estou chorando por mim. Quando tenho receio pelo outro, tenho-o também por mim. Não sou santo, sou apenas um homem”.
Sim, apenas um homem, mas um homem que era fascinado pela capacidade humana de sobreviver e para quem o grande herói deste País sempre foi e sempre será o povo, ser comum, que, se contina vivo, é de teimoso. Até porque, como dizia Erico, “no Brasil, infelizmente, o governo não é exercido por estadistas, mas por homens de negócio”. Isto foi dito há algum tempo, mas, como se sabe, as coisas não mudaram muito desde então.
Artigo de Célio Heitor Guimarães,
publicado no jornal O Estado do Paraná, no domingo, dia 04 de janeiro de 2009.