Editorial

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Largaram os bets?

O Atlético enfrentava o lanterna do campeonato, todos os outros times ajudavam o falecido CAP, mas eis que na plenitude da incompetência, no auge da mediocridade, no supra sumo da prática de vôlei ( Rafael Moura para o ataque da seleção de Bernardinho ), o CAP, com toda a sua torcida ajudando, estrutura e história, garantiu sua vaga na G4 ( os quatro mais gozados na temporada ) para o ano de 2009.
Não conheço nada sobre justiça desportiva, tampouco sobre demissões de atletas. Mas Rafael Moura, vulgo He-Man ( era para ser herói, mas parecia o Gorpo, um fantasma em campo que quando tocava na bola, fazia trapalhada ), devia ser mandado embora por justa causa, visto o lance bizarro neste jogo importantíssimo para o CAP realizado no Joaquim Américo, somado a outras "grandes" atuações na temporada.
Diz-se de um time como o CAP, um grupo de profissionais. Ganham salários polpudos, têm regalias e não precisam falar nada além do bom e velho futebolês:"A equipe se esforçou, mas acabamos tomando um gol (um?) de bobeira, mas agora é erguer a cabeça e pensar no próximo adversário que blá blá blá . . ."
Fácil, né? Porém não é fácil torcer para esses energúmenos destruidores do futebol-arte. A torcida vai, empurra, agita e grita aos quatro cantos seu amor e apoio ao time, mas o mesmo perde e não faz nada. Não cria nada, não tem jogada ensaiada, não tem conjunto, e ainda por cima têm estrelinhas que criam "um ambiente conturbado" e fazem das palavras do incompetente Bob Fernandes, cria da realidade: Com este time estamos na segunda divisão.
Por que profissionais, ao menor sintoma de pressão, tornam-se tão passivos e irritadiços? Estão perdendo e em vez de jogar mais, mesclam ao futebol a truculência, o destempero, a ignorância, e pioram o que já está periclitante? Isso é ser profissional?
Digo-te não! Digo-te não, indivíduos que compõem o elenco do Clube Atlético Paranaense. Vocês (nem todos) participaram de um momento bonito de quebra de recorde de vitórias, tempos não tão idos, mas mesmo tendo os salários em dia conseguiram deixar que o pior acontecesse ao CAP. Sim, a segunda divisão está logo ali, e nossa tabela é deveras complicada até o término do campeonato.
Não acredito mais em vocês, com o olhar da razão, vejo o Atlético na segunda divisão, fato este que não irá diminuir o meu amor ao Rubro Negro.
Para não cair, somente se o Julião da Caveira já estivesse eleito e fizesse uma lei que impedisse nossa anunciada queda. Em tempo pretérito, o treinador disse faltar testosterona aos jogadores do Atlético. Parece que ele tinha razão. Aos jogadores, o desafio de fazer à todos queimarem a língua, inclusive eu , que não mais acredito no atual Clube Patético Paranaense.
A camisa Rubro Negra, só se veste por amor.

Carlos Eduardo de Andrade
1º Período de Com. Social - Jornalismo