
O curioso caso do filme que vale a pena
A princípio todo filme deveria ser "de arte". Afinal, o cinema é a chamada "Sétima Arte". Contudo, muitas vezes o filme de arte é visto com mal olhos. Tem fama de chato e intelectóide. Com tantos filmes-pipoca que só visam o lucro fácil, um filme bem feito tem que ser visto como um presente. "O curioso caso de Benjamin Button", que estreou semana passada no Brasil, veio embalado para presente, numa imensa caixa com uma fita brilhante. E nem é meu aniversário.
É a prova de que um filme relativamente lento, com muitas cenas sem diálogos e longo pode ser sim, muito divertido.
O filme é uma fábula sobre o tempo e sua influência nas relações humanas. Conta a história de Benjamin Button, um homem que já nasceu velho. Com uma aparência terrível, é abandonado na porta de um asilo. Lá é adotado por uma jovem que o vê com olhos maternais e acredita que ele seja um milagre. Todos acham que ele vai morrer a qualquer momento, mas isso não acontece. Benjamin rejuvenece com o tempo, até o fim da vida.
O ambiente do asilo cai como uma luva na primeira infância de Benjamin. Afinal, ele é uma criança que tem catarata, artrose, é quase surdo e muito enrugado. Não é a toa que a primeira parte do filme é a mais interessante. É nesse asilo que ele conhece a neta de uma das moradoras, Dayse, o grande amor da sua vida.
Brad Pitt interpreta Benjamin Button e Cate Blanchet é Dayse. Os dois estão muito bem. Brad é um ator que se supera a cada filme, e é cada vez mais reconhecido pelo trabalho, a despeito de seu casamento-espetáculo com Angelina Jolie. O ator já está cotado para ganhar o Oscar, por esse que é mais uma parceria com o diretor David Fincher. Os dois já trabalharam juntos em "Seven-Sete Pecados Capitais" e "Clube da Luta". Fincher é famoso por fazer filmes que deixam a crítica em pavorosa, mas nem sempre é sucesso de público. Com este filme, provavelmente o sucesso virá completo.
Tilda Swinton é a mãe de Benjamin, em uma interpretação inspirada. Julia Ormond a filha de Dayse. O roteiro é uma adaptação de um conto de F. Scott Fitzgerald. Mesmo que seja tentador ter uma aparência de 15 anos com uma experiência de 65, com Benjamin descobrimos que isso não é assim tão divertido. O filme ainda conta um pouco da recente história americana (eles não resistem a isso...), e discute a imensa sabedoria das crianças, que parece ser inerente a elas e a lucidez disfarçada dos idosos, não exatamente nessa ordem.
A princípio todo filme deveria ser "de arte". Afinal, o cinema é a chamada "Sétima Arte". Contudo, muitas vezes o filme de arte é visto com mal olhos. Tem fama de chato e intelectóide. Com tantos filmes-pipoca que só visam o lucro fácil, um filme bem feito tem que ser visto como um presente. "O curioso caso de Benjamin Button", que estreou semana passada no Brasil, veio embalado para presente, numa imensa caixa com uma fita brilhante. E nem é meu aniversário.
É a prova de que um filme relativamente lento, com muitas cenas sem diálogos e longo pode ser sim, muito divertido.
O filme é uma fábula sobre o tempo e sua influência nas relações humanas. Conta a história de Benjamin Button, um homem que já nasceu velho. Com uma aparência terrível, é abandonado na porta de um asilo. Lá é adotado por uma jovem que o vê com olhos maternais e acredita que ele seja um milagre. Todos acham que ele vai morrer a qualquer momento, mas isso não acontece. Benjamin rejuvenece com o tempo, até o fim da vida.
O ambiente do asilo cai como uma luva na primeira infância de Benjamin. Afinal, ele é uma criança que tem catarata, artrose, é quase surdo e muito enrugado. Não é a toa que a primeira parte do filme é a mais interessante. É nesse asilo que ele conhece a neta de uma das moradoras, Dayse, o grande amor da sua vida.
Brad Pitt interpreta Benjamin Button e Cate Blanchet é Dayse. Os dois estão muito bem. Brad é um ator que se supera a cada filme, e é cada vez mais reconhecido pelo trabalho, a despeito de seu casamento-espetáculo com Angelina Jolie. O ator já está cotado para ganhar o Oscar, por esse que é mais uma parceria com o diretor David Fincher. Os dois já trabalharam juntos em "Seven-Sete Pecados Capitais" e "Clube da Luta". Fincher é famoso por fazer filmes que deixam a crítica em pavorosa, mas nem sempre é sucesso de público. Com este filme, provavelmente o sucesso virá completo.
Tilda Swinton é a mãe de Benjamin, em uma interpretação inspirada. Julia Ormond a filha de Dayse. O roteiro é uma adaptação de um conto de F. Scott Fitzgerald. Mesmo que seja tentador ter uma aparência de 15 anos com uma experiência de 65, com Benjamin descobrimos que isso não é assim tão divertido. O filme ainda conta um pouco da recente história americana (eles não resistem a isso...), e discute a imensa sabedoria das crianças, que parece ser inerente a elas e a lucidez disfarçada dos idosos, não exatamente nessa ordem.
Veja trailer: http://tvparanaense.rpc.com.br/player.php?Video_ID=34053&programa=&descr=&guia=1&autostart=1
Simone Lima
Estudante de Com. Social - Jornalismo
Simone Lima
Estudante de Com. Social - Jornalismo