Difícil falar de amor. Quase que um atrevimento querer divagar acerca de um sentimento tão grandioso e abrangente. Existe o amor de mãe e filho. Incondicional e absolutamente voluntarioso, mais por parte da mãe, é verdade, mas diz-se o mais profundo sentimento entre os seres humanos. Uma afronta à figura do pai que também possui tal sentimento algumas vezes não tão valorizado. Decerto em função de muitos trocarem este sentimento por um jogo de futebol com os amigos, um copo de cerveja ou até mesmo para encontrar um novo amor, ou seria melhor dizer agregar uma nova paixão? Enfim, amores vêm e vão, diria o poeta de outrora. Porém, não quero entrar no caso de traição, pois o que gostaria de exaltar aqui são algumas formas de amor. E o amor de amigo também mexe com o coração. Hoje o amor já não tem as razões humanas que o consagraram com um dos sentimentos mais nobres, senão o mais.
Muitos bradam seu amor ao time de futebol do coração, outros ao seu jogo predileto, como sempre diz seu Zé: " eu amo jogar cacheta". Existe ainda o amor à comida, música, atores, programas, estações e o que mais a criativa mente humana puder idolatrar. Existem ainda aqueles que "amam de paixão" certas inutilidades como o seu MP3 ou celular último tipo.
O amor dos amantes, das almas gêmeas enamoradas que vociferam a todo instante o mágico "eu te amo" ao seu par, mesmo sem saber ao certo se aquilo é verdade, ou mera expressão apaziguadora de críticos momentos que vivenciam. Não digo que não existam namorados que se amam. Também não quero entrar nesta questão. E aonde eu quero chegar? Nem eu sei ao certo quando me propus, sozinho, em meu trabalho, a fazer um artigo de um tema tão vasto. Mas me veio a mente que o amor que mais esteja em falta, e o mais belo de todos, é o amor ao próximo, o amor ao conjunto, o amor à humanidade.
Aquele amor de quem não quer nada em troca, senão o bem estar de tudo, de todos. Amar ao próximo, ao não tão próximo, ao ausente. O amor para com todas as coisas, sem distinção, resultando assim no mais pleno amor próprio.
Carlos Eduardo de Andrade
1º Período de Com. Social - Jornalismo
sábado, 1 de novembro de 2008
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